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Neste ano, 79 alunos com deficiência visual da rede estadual de ensino do Espírito Santo receberam todos seus livros didáticos em formato de áudio. O projeto da secretaria de estado, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), transferiu os conteúdos presentes nos livros em braile para CDs.
O objetivo do projeto é dar ao aluno com deficiência o pleno acesso e condições de igualdade com os demais estudantes. “Passar os livros em braile para áudio traz vantagem para o aluno como o peso dos livros que eles evitam carregar”, explica a subgerente de educação especial da secretaria capixaba, Sônia Alvarenga.
Para desenvolver o projeto, profissionais que trabalham no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) receberam no início do ano uma formação específica para a utilização da tecnologia de transcrição de texto escrito para áudio, denominada Daisy.
Todos os alunos com deficiência visual matriculados do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, dos três anos do ensino médio e do profissionalizante terão acesso ao material de áudio. São aproximadamente 200 estudantes. Sônia explica que outra vantagem que o CD proporciona é a agilidade e a interação que o aluno pode ter com o material por meio de comandos, como retorno a um parágrafo específico.
Neste sábado (27/2) comemora-se o Dia Nacional do Livro Didático. Caso medidas como essa fossem replicadas beneficiariam mais de 50 mil estudantes. Para se ter uma ideia, em 10 anos, o número de matrículas em escolas públicas de alunos com algum deficiência visual cresceu 620% no Brasil. Em 1998, eram 8.963 estudantes. Em 2008, foram 55.915, dos quais 4.604 alunos eram cegos e 51.311 apresentavam problemas crônicos de visão. Os dados são do Censo Escolar de 2008, do Ministério da Educação (MEC).
(Envolverde/Aprendiz) |