10/06/2010

Objetivos do Miênio: Brasil mostra avanço, mas há desigualdades regionais

Objetivos do Milênio
RELATÓRIO DO IPEA MOSTRA AVANÇO, MAS EXISTEM DESIGUALDADES REGIONAIS

Elaborado pelo IPEA, o relatório de Acompanhamento das Metas do Milênio foi apresentado em seminário realizado em Curitiba, com a presença de mais de 800 pessoas 

O Brasil avançou muito no alcance dos Objetivos do Milênio, na média, mas existem desigualdades regionais, que precisam ser vencidas para que o País chegue ao ano de 2015 em condição plena de alcance das metas. Esse é, em síntese, o que mostra o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODMs, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) e apresentado em seminário realizado nesta quinta-feira (10), em Curitiba.

Os ODM são grandes metas pactuadas pela ONU e 189 países, no ano 2000, para priorizar a eliminação da fome e extrema pobreza até 2015. No encontro, que aconteceu no Cietep, com a presença de mais de 800 pessoas, o Observatório Base de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis) apresentou também os resultados do Paraná, que foi um dos Estados que mais avançou no alcance das metas.

Participaram do encontro o secretário nacional de articulação social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wagner Caetano, o prefeito de Curitiba, Luciano Duci, e a representante da ONU, Maria Celina Arraes, além de lideranças de diversos segmentos.

Rodrigo da Rocha Loures, que é secretário executivo do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e presidente do Sistema Fiep, lembrou que o trabalho no Paraná foi iniciado há cinco anos e que o Estado já alcançou quase todas as metas e outras estão bem próximas de serem alcançadas. O Movimento Nós Podemos Paraná, criado pelo Sistema Fiep em 2005, contribuiu fortemente para disseminar o tema e mobilizar a sociedade em torno de ações relacionadas às metas do milênio.

“Combater a fome e a miséria é a bandeira política dos Objetivos do Milênio. Mas essa genial proposta da ONU é mais que isso”, disse Rocha Loures. Segundo ele, os movimentos “Nós Podemos”, que mobilizam governo, iniciativa privada e a sociedade em ações em prol do alcance das metas do milênio, abrem oportunidade para as pessoas expressarem a solidariedade, exercitarem a cidadania e a cooperação. “Tratamos não só do bem estar material, mas bem estar moral e espiritual. É o civismo humanizado”, afirmou.

Segundo Rocha Loures, o desafio agora é municipalizar o movimento. “Precisamos criar núcleos de Movimentos Nós Podemos em todas as cidades, nas empresas, hospitais, escolas”, afirmou.

Forças - Wagner Caetano, explicou que o seminário de Curitiba encerra a série de eventos, em todo o País, para a apresentação do relatório do IPEA. “Os encontros reuniram mais de sete mil lideranças de todo o País. É um momento importante desta trajetória pelo alcance dos ODMs, porque podemos ver o que foi feito e reanimar forçar para dar continuidade e vencer os novos desafios”, disse ele.

Para a representante da ONU, Maria Celina Arraes, o Brasil e especificamente o Paraná, tem muitas boas práticas e avanços em direção às metas do milênio. “Acho que temos três grandes desafios. O primeiro deles é que não podemos nos satisfazer com a média, temos de buscar resultados específicos. O segundo é multiplicar, dar escala, às boas experiências. O terceiro é assegurar que os objetivos alcançados sejam sustentáveis”.

Brasil reduz pobreza e fome e amplia acesso à educação

Segundo o relatório do IPEA, na média, o Brasil atingiu as metas de redução da extrema pobreza e da fome. Mas no Nordeste, 20% da população é ainda muito pobre. A meta de universalizar o ensino fundamental também foi alcançada. O desafio, agora, é assegurar que jovem não abandone os estudos e conclua o ensino médio. Na meta relacionada à equidade de gênero, o relatório do IPEA mostra que houve avanço, mas a mulher ainda tem menor participação no mercado de trabalho, ganha menos que o homem e tem menor participação em cargos políticos e de decisão.

De 1990 a 2008 o Brasil conseguiu reduzir em 58% a taxa de mortalidade infantil, chegando a 22,8 óbitos por mil nascidos vivos. A meta para este ODM é 17,9 óbitos por mil nascidos vivos, o que deverá ser alcançado até 2015. No que se refere à redução da mortalidade materna, houve acentuado avanço  - de 140 óbitos por 100 mil nascidos vivos (1990) para 75 óbitos por 100 mil nascidos vivos (2007. Mas para atingir a meta o Brasil deverá chegar a 35 óbitos por mil, até 2015.

O Brasil conseguiu deter o avanço da AIDS, da tuberculose e da hanseníase (ODM 6). O nível de incidência dessas doenças está estabilizado. Em relação ao ODM 7 – garantir sustentabilidade ambiental, o País está próximo de eliminar o consumo de CFC, registra tendência de redução do desmatamento da Amazônia legal e áreas de preservação. Também ampliou o acesso à água tratada e esgoto, mas existe desigualdade no atendimento entre a população urbana e a população rural.

Paraná já alcançou seis metas do milênio

Das metas avaliadas, seis já foram alcançadas pelo Paraná: reduzir pela metade o número da população abaixo da linha da pobreza; reduzir pela metade o número da população que sofre de fome; eliminar disparidade de gênero no ensino; deter e começar a reverter a propagação da AIDS; deter e começar a reverter a propagação de outras doenças, e reduzir pela metade o número da população sem acesso à água potável.

Outras metas estão próximas de serem alcançadas: garantir que todas as crianças terminem o ensino fundamental; reduzir em dois terços a mortalidade infantil; reverter a perda da biodiversidade, e reduzir pela metade o número da população sem acesso a saneamento básico. Apenas a meta de redução da mortalidade materna necessita de esforço maior.

O Orbis e o Movimento Nós Podemos Paraná lançam anualmente, desde 2006, um relatório de acompanhamento das metas dos ODM no Paraná. O trabalho de mobilização realizado pelo Movimento Nós Podemos Paraná, desde 2006, incentivou a realização de ações para o alcance das metas em diferentes regiões e municípios do Estado.  

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