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Estudantes que concluíram o ensino fundamental e médio na rede estadual de São Paulo em 2010 tiveram notas piores que a turma anterior no exame oficial do governo do estado. No entanto, as médias dos alunos mais novos melhoraram.
As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, que teve acesso aos dados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), nesta quinta-feira (17/3). Os números oficiais devem ser divulgados nesta sexta-feira (18/3).
Além dos problemas com a qualidade do ensino, a Secretaria da Educação do Estado entende que a queda também se deve a falta interesse dos alunos mais velhos no exame, de acordo com a reportagem.
Para resolver o problema, o órgão pretende que a prova passe a valer no vestibular, em um processo semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta deve ser articulada com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), segundo o jornal.
A prova avalia estudantes do 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º do médio, em português e matemática. Hoje, o Saresp é aplicado para mensurar a aprendizagem dos estudantes e é o principal fator para definir quais professores receberão bônus. Em geral, profissionais de escolas onde houve redução de média não ganham gratificação.
Queda
Em 2009 as notas de todo o ensino fundamental haviam melhorado (principalmente no 5º ano) e as do médio piorado. No período de divulgação dos dados, o então secretário da Educação, Paulo Renato Souza, projetou uma "onda" de melhora no sistema, devido ao aumento das notas dos alunos mais novos.
O atual titular da Educação no governo Geraldo Alckmin (PSDB), Herman Voorwald, deve comentar os novos resultados do provão nesta sexta-feira.
Medidas
O governo de São Paulo prevê duas medidas para tentar melhorar as notas dos alunos nos próximos anos. A primeira é a realização de provas bimestrais em todo o ensino básico, para verificar a situação dos estudantes e para que sejam oferecidas ações específicas àqueles com dificuldade, segundo a Folha. Hoje, não há uma sistematização nas avaliações.
A segunda medida são as negociações com as universidades estaduais para usar a prova nos vestibulares, a fim de aumentar a motivação dos alunos. Para os estudantes do 9º ano do fundamental, a prova seria parte do vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs).
A Unesp afirmou à Folha de S.Paulo que as conversas são iniciais. A Unicamp disse desconhecer o plano. A USP não respondeu.
*Com informações do jornal Folha de S.Paulo (Envolverde/Aprendiz)
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