07/10/2006

Mundo tem déficit de 18 milhões de professores

Número de docentes terá de aumentar na próxima década para universalizar ensino básico, alerta comunicado de agências da ONU.

O número de professores terá que aumentar em pelo menos 18 milhões na próxima década se o mundo quiser de fato universalizar o ensino básico, afirma um comunicado assinado pelos dirigentes do PNUD, da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), da OIT (Organização Mundial do Trabalho) e do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) nesta quinta-feira, Dia Mundial do Professor.

“Um empecilho fundamental para a expansão do acesso à educação em muitos países é atual falta de professores qualificados, de maneira geral ou em disciplinas fundamentais para o desenvolvimento social”, alertam as agências da ONU. Entre os professores que estão no mercado, porém, vários trabalham “em condições extremamente críticas”. E “a pandemia de HIV e Aids exacerbou ainda mais esses problemas”.

O déficit de professores e a as difíceis condições em que os docentes trabalham são especialmente grave por que eles são “o coração do sistema educacional”, escrevem Kemal Dervis (PNUD), Koichiro Matsuura (UNESCO), Juan Somavia (OIT) e Ann Veneman (UNICEF). “Não há solução viável de curto prazo para nossos desafios educacionais e para o déficit de professores sem investimento em treinamento e medidas para promover respeito à docência”, destacam.

Eles propõem, nesse sentido, emprego, condições de trabalho e remuneração decentes. Também é necessário, afirma o comunicado, promover um “diálogo social” para assegurar que os professores tenham voz ativa nos processos de reforma educacional.

No texto, os líderes avaliam que o acesso à educação melhorou, mas ainda há muito a se fazer. “Quase 100 milhões de crianças em idade escolar não estão matriculadas. A maioria delas são meninas, muitas das quais estão presas ao trabalho infantil”, observam. “Cerca de um quinto dos adultos do mundo — quase 800 milhões — ainda não conseguem ler ou escrever”, advertem.

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