01/07/2009

MOSTRA INOVA: PROJETOS APRESENTAM SOLUÇÃO AMBIENTAL, DE SEGURANÇA E SUSTENTABILIDADE

 

Desenvolvidos por alunos e docentes do Senai e do Sesi, os 45 projetos da Mostra Inova estão expostos em Londrina, durante a Olimpíada do Conhecimento

 

Uma luva anatômica, leve e funcional, que ajuda a ampliar a segurança do trabalhador na indústria de confecção de calçados; cabides feitos de papel reciclado; tijolos de isopor e garrafa PET, que reaproveita esses materiais e substitui o tijolo de vidro; uma proposta de soluções simples para agilizar e dar mais segurança ao trânsito urbano e um projeto para despertar nos jovens o gosto pela leitura.

 

Esses são alguns dos projetos que compõem a exposição do Mostra Inova 2009, um espaço dedicado à inovação, dentro da Olimpíada do Conhecimento, que acontece nesta semana, no Senai Londrina. O Mostra Inova é um concurso que estimula a criatividade, inovação, empreendedorismo e comprometimento social. Neste ano, estão reunidos 45 projetos inovadores desenvolvidos por alunos e docentes do Senai e do Sesi de todo o Estado.

 

Os projetos incorporam inovação em três dimensões: processo, serviço e produto. As temáticas trabalhadas vão desde soluções para problemas comuns do dia-a-dia, como um aparelho portátil para higienização bucal de quem usa aparelho ortodôntico, passando pelas novas tecnologias para o desenvolvimento social, sustentabilidade e meio ambiente, até saúde e segurança.

 

Nesta primeira fase da etapa estadual da Olimpíada, em Londrina, a exposição fica aberta para visitação de 30 de junho a 2 de julho, das 13h30 às 21h30, na própria unidade do Senai. Os projetos passarão por uma banca de avaliação e serão premiados no dia 2, às 19h30. Em Cascavel, que receberá a Olimpíada de 27 a 31 de julho, estarão em exposição apenas os trabalhos vencedores.

 

Senai e Sesi – Dos 45 projetos em exposição, 23 foram desenvolvidos por alunos de 13 unidades do Senai Paraná – Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e Cietep, em Curitiba; de Francisco Beltrão; Toledo; Foz do Iguaçu; Londrina; Cetmam, em Arapongas; Apucarana; Cetcep, em Telêmaco Borba; Ponta Grossa; Cianorte; Campo Mourão e CTM, em Maringá. Os docentes do Senai apresentam nove trabalhos.

 

O Sesi trouxe à mostra 11 projetos – cinco de alunos e seis de docentes. Dois alunos que fazem ao mesmo tempo o ensino médio no Colégio Sesi e o curso Técnico no Senai, também irão expor um projeto.

 

Os trabalhos disputam nas categorias Aluno e Docente, divididas nas subcategorias produto, processo e serviço. Os três primeiros lugares em cada subcategoria, na categoria Aluno, serão premiados com um troféu. Na categoria Docente, a premiação é em dinheiro.

 

A comissão julgadora é formada por um representante da indústria, de uma instituição de ensino superior e da comunidade. Serão três critérios principais avaliados: criatividade e inovação do projeto, demonstração e apresentação oral, e demonstração do funcionamento do protótipo.

 

Eco Cabides – Proposto pelos alunos Marcelo Borges da Silva e Tatiana da Costa, do curso de pós-graduação em Gestão da Moda, do Senai Cietep, o projeto Eco Cabides – Mídia ecológica em cabides 100% ecológicos é um novo conceito de mídia, com foco na questão ambiental. Usuário dos serviços de lavanderia, Marcelo observou que muitos dos cabides fornecidos pelas empresas na entrega das roupas vão para o lixo assim que o cliente chega em casa, porque ou são fracos demais ou não combinam com os demais cabides do guarda-roupa.

 

“Só em Curitiba são 110 lavanderias. Cada lavanderia adquire em média, mil cabides por mês”, afirmou Marcelo, com base em pesquisa que realizou. Pensando em diminuir o impacto ambiental com os cabides – em sua maioria feitos de ferro - a dupla teve a ideia de produzir o utensílio em um papel reciclado e com espaço para mídia.

 

Marcelo explica que o papel reciclado tem uma gramatura que suporta o peso de roupas pesadas, como casacos e ternos, e que o produto já foi testado em dez lavanderias da cidade. “A aceitação foi boa”, garantiu. A ideia é que os cabides sejam distribuídos gratuitamente nas lavanderias. O recurso financeiro sairia do patrocinador, que usaria o cabide como mídia para seus produtos. “Cada Eco Cabide tem o custo de produção de R$ 0,50”, estima Marcelo. Ele e Tatiana formaram-se no curso de pós-graduação em Gestão de Moda do Senai.

 

Segurança das mãos - Logo que começou a trabalhar em uma indústria de confecção de calçados como operador de máquina, Celso Aparecido dos Santos, de 27 anos, não se conformou em ficar com lesões e calos nas mãos por conta do trabalho que faria. O equipamento de proteção para esse tipo de trabalho era desconfortável e não protegia o suficiente para evitar as machucaduras, lembra o jovem que é aluno do curso Técnico em Segurança do Trabalho do Senai.

 

Foi na sala de aula que ele teve a primeira ideia. “Prestei atenção na aula, segui o que o professor indicava e vi que era possível aplicar alguma coisa para resolver meu problema”, conta Celso. Foi assim surgiu a Luva de Proteção Dorsal, que é anatômica, leve, funcional. Ele confeccionou o acessório, testou em si próprio e em alguns colegas, e finalizou o produto quando teve a aceitação dos operadores.

 

Tijolo inovador – Alecsane Durski e Cleverson Contin, do Senai de Telêmaco Borba, trouxeram ao Mostra Inova o projeto desenvolvido por eles de um tijolo feito de garrafa PET e isopor. Batizado de BIP-3AS, o tijolo é resistente, acústico e isolante térmico.

 

“Pode substituir o tijolo de vidro convencional em ambientes decorativos, divisórias e ambientes de inverno”, explica Alecsane. O custo é bem menor. A principal vantagem é que o novo produto garante o aproveitamento de garrafas PET, que demoram 450 anos para se decompor, e de sobras isopor, que exigem 150 anos para decomposição. “Cada tijolo usa 50 garrafas PET. O aproveitamento é muito grande”, explicou Alecsana.

 

Trânsito Seguro – Um conjunto de medidas para ampliar a segurança no trânsito urbano é o projeto desenvolvido pelos alunos do Colégio Sesi de Apucarana, Isabela Rodrigues, Rafael Abreu, Paulo Fernando da Silva e Mahara Neves, com o acompanhamento da professora de Física, Nelígia Picinini.

 

O projeto é apresentado em maquete que reproduz com fidelidade a avenida Minas Gerais, uma das mais movimentadas e perigosas de Apucarana, com todo o comércio, escolas e equipamentos localizados na via.

 

“O projeto envolve a melhor organização do trânsito através de barreiras físicas, como canteiros e muretas, sinalização e controle de fluxo de veículos através de sensores de metal”, explica Rafael Abreu. Contempla também melhoria na calçada, guias rebaixadas, fiação subterrânea e lixeiras ecológicas. “O trabalho dos alunos mostra que soluções simples, adotadas em conjunto, podem melhorar muito a segurança e o conforto dos cidadãos”, explica a professora Nelígia.

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