05/11/2014

Mostra brasileira de foguetes reuniu cerca de 600 estudantes

Mostrabrasileirafoguetes

Competição irá distribuir 35 bolsas de iniciação científica aos melhores participantes do ensino médio

 

Cerca de 600 estudantes do ensino médio de 25 estados e do Distrito Federal participaram da 8ª Mostra Brasileira de Foguetes (MobFog) e da 6ª Jornada de Foguetes, em Barra do Piraí (RJ).

Os alunos participantes representaram mais de 60 mil estudantes que disputaram competições internas ao longo do ano em suas instituições de ensino. A competição terminou neste domingo (2), com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Para o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador da Mostra, João Canalle,o evento é uma grande oportunidade dos estudantes desenvolverem a criatividade e aprender a conectar conhecimentos.

“A maioria está acostumada a produzir trabalhos escolares no computador. Na escola, eles estudam o lançamento de uma pedra sem atrito. Na realidade, o problema fica muito mais complexo. Então, eles ficam mais perto da verdadeira ciência”, afirma Canalle.

Inovação

Em substituição a metais, combustíveis fósseis e muita fumaça, os protótipos produzidos pelos alunos eram de garrafas PET. Eles subiam movidos pelo gás produzido com a reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio. Com um rastro de espuma, os foguetes decolavam para chegar o mais longe que pudessem.

"Tivemos um que atingiu 248 metros de distância. Em anos anteriores, chegamos a registrar 275 metros", registrou o professor.

Oportunidade

A competição irá distribuir 35 bolsas de iniciação científica, financiada pelo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para os melhores alunos participantes. 

São Paulo e Ceará foram os estados com maior número de representantes. Cada um participou com 25 escolas públicas e duas particulares.

Até lançar um foguete, com apoio de um colega de turma, o cearense Fábio Souza, da Escola Estadual Theolina Muryllo Zaca, tentou, pelo menos, 20 lançamentos. O trabalho começou em fevereiro, na própria escola e fora do horário de aula.

"Foram várias tentativas para atingir uma melhor proporção do material. Trabalhamos no contraturno para fazer os cálculos do vinagre e do bicarbonato. Estudamos bastante", ressalta o estudante.

Para Canalle, além de despertar o interesse científico, a iniciativa garante a autoestima dos alunos.  "Quando estudamos a vida de pesquisadores, percebemos que são pessoas comuns que se dedicaram a algum problema particular e encontraram soluções que se tornaram leis da natureza”, assinala o professor.

Fontes: Agência Espacial Brasileira - Agência Brasil de Comunicação

 

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