22/05/2008

Ministério Público do Rio pede prisão de nove envolvidos em fraude do auxílio educação

Brasília - O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro pediu a prisão preventiva de nove dos acusados de participar da fraude do auxílio educação, conhecido como Bolsa Fraude. Entre eles, estão duas ex-deputadas estaduais cassadas neste ano pela Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), por suspeita de envolvimento no esquema: Renata do Posto e Jane Cozzolino.

Também foram denunciados três deputados estaduais: João Alves Peixoto, Edino Fialho Fonseca e Ayrthon Carlos Maiatto Dias. Como eles têm imunidade parlamentar, o Ministério Público não pôde pedir a prisão deles. As 12 pessoas estão sendo acusadas de prática dos crimes de formação de quadrilha e estelionato contra o patrimônio estadual.

Para fraudar o auxílio-educação, aliciadores atraíam pessoas com muitos filhos com a promessa de inscrição no Bolsa Família. Com posse dos dados das vítimas, segundo o Ministério Público, os deputados as cadastravam como funcionários da Alerj sem que elas soubessem. Assim, ainda de acordo com o MPE, os parlamentares recebiam o salário dos funcionários fantasmas e uma bolsa de R$ 450 referente a cada filho.

Quatorze deputados foram investigados pelo Conselho de Ética da Alerj por participação nas fraudes do auxílio-educação, mas até agora apenas Renata do Posto e Jane Cozzolino tiveram seus mandatos cassados pela Casa. Os últimos a serem absolvidos das acusações foram os deputados Marcos Figueiredo, Anabal e Marcelino D’Almeida.


(Envolverde/Agência Brasil)

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