Melhoria na educação só com mudança na economia, defende UNE
Por Ana Paula Marra, da Agência Brasil
Brasília - O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, afirmou nesta segunda-feira (13) que os movimentos sociais vão cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, neste segundo mandato, mudanças na política econômica. Ele disse que se Lula quiser fazer deste governo o “governo da educação”, terá sobretudo que ampliar os investimentos em todas as áreas que visem o desenvolvimento.
“Queremos uma política mais voltada ao desenvolvimento, à geração de renda e à geração de emprego no país. O movimento social está muito articulado no sentido de pressionar o governo a responder a essas perspectivas”, disse Petta ao ser recebido, no Palácio do Planalto, pelo presidente da República em exercício, Aldo Rebelo.
Ao ser indagado sobre o encontro com Aldo Rebelo, que foi presidente da UNE na década de 80, Petta disse que era um encontro histórico. E destacou que significava que “a luta estudantil continua mais viva do que nunca”, apesar da permanência do presidente da Câmara no exercício da Presidência da República ser por apenas 24 horas.
O encontro também serviu, conforme Petta, para cobrar do presidente Aldo Rebelo algumas reivindicações dos movimentos estudantis. “Aproveitamos a oportunidade para cobrar alguns compromissos do governo que ele representa hoje, como a reforma universitária e a aprovação do Fundeb, que ele tem responsabilidade tanto como presidente da Republica hoje, mas também como presidente da Câmara amanhã, no que diz respeito à aprovação desses projetos”.
O compromisso não estava incluído na agenda presidencial, mas, segundo Petta, foi inserido "de última hora" a pedido da própria UNE.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), assumiu a Presidência da República no último domingo porque o presidente Lula viajou para a Venezuela e o vice, José Alencar, está em tratamento de saúde em Nova Iorque. Aldo, o terceiro na linha de substituição, é o primeiro comunista a assumir a Presidência da República.