Medalhista em olimpíada escolar: é preciso ter objetivo
Quando tnha 14 anos, Matheus Camacho levou a medalha de ouro com a equipe do Brasil na prova experimental da olimpíada Foto: Divulgação
Aos 15 anos e se preparando para começar o Ensino Médio, Matheus Henrique de Almeida Camacho, de São Paulo, já ganhou três medalhas na Olimpíada Internacional de Ciências Júnior (IJSO, na sigla em Inglês). Na edição 2013, realizada de 3 a 12 de dezembro em Pune, na Índia, ele foi um dos cinco brasileiros a ganhar prata. Para o estudante, para ter mais interesse em estudar, um objetivo ajuda bastante.
"Você tem que ter um objetivo em mente. Quando você tem, como no caso ganhar uma premiação, em uma olimpíada específica, ou na escola, tirar uma nota boa numa prova, você está mais motivado a estudar", diz Matheus. O estudante conta que se interessou pelas olimpíadas de ciência quando mudou de escola. No novo colégio, os alunos foram estimulados a participar da competição.
Matheus diz que sempre foi um bom aluno, mas o estímulo fez participar das aulas extraclasse para a competição. Desde então competiu em diversas olimpíadas. Foi duas vezes na IJSO e na edição nacional de 2013, foi o top gold - o estudante com o melhor desempenho.
O Brasil na IJSO
Viajaram os seis medalhistas de ouro na edição nacional da olimpíada. O time tupiniquim voltou da Índia com um recorde de medalhas: seis premiações, sendo cinco de prata e uma de bronze. O resultado colocou o Brasil à frente dos países europeus e como primeiro na América.
Para Ronaldo Fogo – coordenador do Objetivo (escola de Matheus) que estava junto na viagem, as olímpiadas escolares têm uma importância maior do que pode parecer. Ele lembra, por exemplo, que as principais universidades do planeta, como Harvard e o MIT, mandam olheiros para a competição - assim como clubes de futebol que procuram por jovens talentos.
"Eu falei: 'olha, Matheus, essa medalha pode te qualificar, daqui alguns anos, quando você estiver fazendo um application para alguma universidade americana, alguma universidade inglesa, pode te qualificar para conseguir uma bolsa em Harvard, no MIT'", diz o professor, lembrando outros casos que brasileiros que tiveram sucesso nas olimpíadas e acabaram nas melhores universidades do planeta.