05/12/2006

MEC pretende destinar R$ 15,8 mi para prevenir aids e gravidez na adolescência

Por Tania Paula Pereira, da Agência Brasil

Brasília - O Ministério da Educação (MEC) pretende destinar R$ 15,8 milhões no próximo ano para implementar ações de prevenção e combate à aids, a outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e à gravidez na adolescência. Também estão previstas ações para estimular o respeito aos gêneros nas escolas públicas de educação básica de todo o país.

Os recursos serão destinados ao Programa Saúde e Prevenção nas Escolas, criado em 2005 pelo MEC, em parceria do Ministério da Saúde, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), além de universidades e organizações não-governamentais (ONGs).

As ações incluem a realização de oficinas de formação com gestores de ensino, profissionais da saúde e representantes das comunidades, com o objetivo de capacitar os profissionais para atuarem na prevenção das doenças nas escolas.

“Todos os atores da escola estão tendo acesso à informações adequadas e participando de todo o processo de combate às DSTs, à aids e à gravidez não planejada, inclusive promovendo uma reflexão sobre esses assuntos”, afirmou Fátima Malheiros, técnica do Departamento de Políticas da Educação Infantil e Fundamental do MEC, em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

Malheiros também explicou que a comunidade, as escolas e profissionais da saúde fazem juntos um levantamento dos principais problemas enfrentados e decidem quais serão as ações e como implementá-las: “A própria comunidade decide se serão feitas palestras ou se vão produzir material informativo, por exemplo. O importante é disponibilizar a informação e criar uma cultura de prevenção dentro das próprias escolas e nas comunidades”.

O MEC participa do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas contra o HIV/Aids (Unaids) junto com os ministérios da Justiça, da Saúde e das Relações Exteriores. O grupo também tem representantes da sociedade civil, do Unicef e da Unesco.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem cerca de 600 mil pessoas infectados com o vírus no país. (A Voz do Brasil)

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