07/01/2006

MEC premia "aula eletronica" de ciências

Por Marília Juste

Programas de computador criados por estudantes de licenciatura e informática facilitam o ensino de conceitos complicados para crianças.

Efeito fotoelétrico. Lançamento de projéteis. Composição da chuva ácida. Todos esses são assuntos típicos de uma aula de ciências em uma escola comum. No entanto, universitários trabalharam duro no último semestre de 2005 para dar uma abordagem diferente a esses temas. Seu objetivo: transformar o ensino da ciência em diversão. O resultado recebeu um prêmio do Ministério da Educação, em um concurso realizado em parceria com o PNUD. Satisfeitos com o resultado, os organizadores decidiram conceder a premiação anualmente.

O concurso foram feitos pela RIVED (Rede Internacional Virtual de Educação), uma iniciativa do MEC que utiliza a tecnologia para ensinar disciplinas de ciência da educação básica — que inclui ensino fundamental e médio. Nesta estréia, foram premiados sete projetos.

Além dos trabalhos sobre efeito fotoelétrico, lançamento de projéteis e composição da chuva ácida, foram selecionados também projetos sobre equações matemáticas, sobre a experiência de Millikan (que descobriu o valor da carga de um elétron), um que usa um dia de trabalho na fazenda para explicar conceitos matemáticos diversos e outro que faz o mesmo com exemplos de arquitetura de escadas. Cada um vai receber R$ 3 mil.

Os sete projetos premiados foram criados por sete duplas formadas por um estudante de licenciatura e um de ciências da informática. As duplas montaram programas de computador complexos na codificação, mas simples na utilização. Com gráficos coloridos e textos explicativos, os softwares permitem a interação do aluno, facilitando o aprendizado.

Entre os premiados estão alunos da UFC (Universidade Federal do Ceará), UFPB (Universidade Federal da Paraíba), UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), UNESP (Universidade Estadual Paulista) de Presidente Prudente, UNIJUI (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), UFU (Universidade Federal de Uberlândia).

Com o concurso, o MEC espera divulgar melhor o trabalho da RIVED entre os universitários. “A ajuda desses alunos de cursos superiores é muito importante. São eles que elaboram o material que usamos aqui”, explica a coordenadora-geral da RIVED, Carmem Prata.

Com a realização de novos concursos no futuro, o MEC espera também ampliar a área de atuação do RIVED para disciplinas como Língua Portuguesa, Geografia e História.

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