MEC investe R$ 2 milhões no apoio aos superdotados
O Ministério da Educação investirá cerca de R$ 2 milhões na criação de centros de apoio aos alunos superdotados da rede pública do país. O objetivo é dar suporte às escolas na identificação, atendimento e desenvolvimento do potencial desses alunos. Os núcleos funcionarão na capital dos estados e no Distrito Federal.
Normalmente esses estudantes se destacam dos demais por terem habilidade acima da média, mas podem também ser os mais bagunceiros. “O núcleo vai ampliar as oportunidades desses alunos talentosos, que, às vezes, têm desinteresse nas aulas por achá-las monótonas. Se o professor souber como melhorar a qualidade do ensino, esses alunos serão beneficiados e a aprendizagem vai ser melhor para todos”, afirma Valéria Rangel, coordenadora geral de Desenvolvimento de Educação Especial do MEC.
Equipamentos – Os recursos serão investidos na aquisição de equipamentos, como computadores e aparelhos de televisão, e mobiliários para os núcleos. Em novembro, o MEC realizou em Brasília um curso intensivo de pedagogia para superdotados, que contou com um professor de cada estado. Esses profissionais atuarão nos centros estaduais e repassarão os conhecimentos aos colegas.
Os estados devem ceder pessoal, material didático e um espaço para a criação de três salas, para atendimento aos alunos, professores e famílias. O atendimento será diferenciado para cada um. A proposta é receber mensalmente 1.620 alunos nas 27 unidades da federação.
Cada estado terá autonomia para desenvolver as próprias ações, como a expansão para outros municípios por meio de visitas itinerantes de pedagogos ou psicólogos.
São consideradas superdotadas as pessoas com elevada capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica específica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para as artes; ou capacidade psicomotora. Em suma, alunos que aprendem mais rápido que outros determinada disciplina ou têm bom desempenho em todas as áreas.