MEC aprova projeto da UFRR na área de infra-estrutura para portadores de necessidades especiais
A Universidade Federal de Roraima (UFRR) teve aprovada sua proposta enviada ao Programa Incluir das Secretarias de Ensino Superior (SESu) e de Educação Especial(SEEsp) do Ministério da Educação (MEC) que financia projetos voltados a portadores de necessidades especiais (PNE).
Com verba de R$ 66 mil, a UFRR vai facilitar o acesso de deficientes físicos aos campi, construindo três banheiros adaptados, vinte rampas nas entradas dos prédios e trinta conjuntos de portas largas com alavanca de fácil manuseio.
Segundo a Professora Marcia D'Acampora, Chefe do Departamento de História, a infra-estrutura adaptada evita constrangimentos. A gente se sente esquisita quando encontra um degrau e não pode subir.
Será feita uma pesquisa para atualizar o número e o setor deste público que já estuda e trabalha na Universidade para melhor distribuir essa infra-estrutura. Números anteriores indicam que 13 pessoas, entre alunos, professores e técnicos são portadores de necessidades especiais.
O programa visa determinar o perfil do PNE na comunidade universitária e também preparar a infra-estrutura física da nossa instituição para recebermos alunos e professores com necessidades especiais. Enfim, construirmos uma política institucional de acesso e permanência de PNEs na Universidade, afirma a Vice-Reitora Gioconda Martinez.
O projeto Incluir/UFRR realizará também cursos de extensão para capacitar professores e técnicos administrativos no tratamento de portadores de necessidades especiais. Será avaliada a oferta de cursos preparatórios ao vestibular para este público.
A UFRR já tem experiência com este público. Professores do Centro de Educação (CEDUC) e do Centro de Comunicação e Letras (CENCEL) acompanham a expansão do acesso a crianças e adolescentes com diferentes necessidades, realizando assessoria técnica em escolas, núcleos estaduais e municipais. Já foram promovidos cursos básico e avançado em linguagem de surdos.
Através desta proposta aprovada pelo MEC faremos mais porque esta população que ingressa na Educação Básica por meio das atuais políticas públicas demandará sistematicamente, nos próximos anos, maior acesso ao ensino superior, afirma a Professora Deborah Brito, Coordenadora do Programa na UFRR.