21/10/2005

MEC acredita que a greve nas federais vai terminar em breve

O secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, Ronaldo Teixeira, achou muito positiva a reunião de ontem, com o comando nacional de greve dos professores das instituições federais de ensino superior (Ifes). “Nós temos expectativa favorável de que no início da semana que vem todos estarão de volta às salas de aula”, afirmou o secretário, que vê mais pontos em comum do que divergentes entre a proposta do MEC e a dos professores.

Um dos pontos discordantes se refere à incorporação de gratificações ao salário, uma reivindicação histórica dos professores. “A questão da paridade tem a nossa concordância. A pequena divergência é sobre quando estabelecê-la, para que não haja impacto brutal no orçamento”, afirmou. Por outro lado, as partes estão de acordo quanto à criação da categoria de professor associado, ao aumento por titulação e à necessidade de contratar novos professores no projeto de expansão das universidades.

O comando de greve apresentou um documento com análise da proposta feita pelo MEC no dia 14 deste mês, que prevê liberação de R$ 500 milhões em 2006 para a folha de pagamento dos docentes de terceiro grau. A medida, autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permite dar um reajuste salarial de até 25%.

O documento dos grevistas apresenta cinco pontos básicos: 1) paridade entre os salários dos docentes da ativa, aposentados e pensionistas; 2) isonomia: mesma remuneração por trabalho igual; 3) recuperação do poder aquisitivo diante da perda inflacionária; 4) extinção das gratificações com suas incorporações, para efetivar o fortalecimento do vencimento básico; 5) fim das remunerações por critérios produtivistas.

De acordo com a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN), Marina Barbosa, estas propostas beneficiam cerca de 100 mil professores das universidades federais, do ensino básico, ligados a universidades, aposentados e pensionistas. Seu custo é de R$ 800 milhões ao ano.

O MEC vai analisar a proposta e apresentar, até hoje à noite, uma contraproposta, que será analisada em assembléias dos professores até o início da semana. Na próxima quarta-feira, 26, representantes do MEC voltam a se reunir com o comando de greve, que apresentará sua posição.

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