01/08/2012

Maioria das universidades federais rejeita proposta de reajuste do governo

48 de 57 instituições de ensino superior haviam votado pela continuidade do movimento
Mariana Branco - Da Agência Brasil, em Brasília

A maioria das assembleias de docentes das universidades, institutos e centros tecnológicos federais rejeitou a segunda proposta de reajuste e reestruturação de carreiras, apresentada pelo governo 
na última terça-feira (24). De acordo com o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), até as 11h30 de hoje (31) 48 de 57 instituições de ensino superior haviam
votado pela continuidade do movimento. Amanhã (1°), os professores se reúnem às 21h com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a fim de dar uma resposta oficial à proposta da União. O
governo federal ofereceu reajuste de 25% a 40% a ser aplicado em três anos ao salário dos docentes, em lugar dos aumentos a partir de 12% inicialmente sugeridos. No entanto, a posição da Andes
é que reivindicações importantes acerca de progressão de carreira, gratificações e avaliação de desempenho não foram contempladas. “Ele [Ministério do Planejamento] está aguardando nossa avaliação. Até o momento, a maioria das instituições está rejeitando a proposta. Vamos sistematizar esses resultados e redigir uma posição
oficial até o fim do dia de hoje”, explicou Marinalva Oliveira, presidenta da Andes. Os professores são apenas um dos 29 setores do funcionalismo público paralisado. Na manhã desta terça-feira, a Condsef (Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal) e outras
entidades representativas participaram de um protesto na Esplanada dos Ministérios. De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, diretor do Condsef, protestos semelhantes ocorrem em outras unidades
da Federação. Ontem (30), os trabalhadores anunciaram a intenção de endurecer a greve, pelo fato de o governo federal ter suspendido as negociações, que serão retomadas somente a partir do dia 13 de agosto.
O dia 31 de julho havia sido fixado como prazo final para o Ministério do Planejamento apresentar uma proposta às categorias paralisadas.

Assine

Assine gratuitamente nossa revista e receba por email as novidades semanais.

×
Assine

Está com alguma dúvida? Quer fazer alguma sugestão para nós? Então, fale conosco pelo formulário abaixo.

×