13/06/2006

Lula afirma que educação é o mais importante investimento que um governo pode fazer

Por Carolina Pimentel

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na edicação desta segunda-feira (12), no programa Café com o Presidente, que o objetivo do governo é dar condições para que 34 milhões de jovens entre 15 e 24 anos de idade tenham acesso à universidade e ao mercado de trabalho. Ele afirmou que a educação é o mais importante investimento que um governo pode fazer e que ela vai garantir que o Brasil possa se colocar em igualdade de condições com as nações mais desenvolvidas.

"Nós estamos preocupados com esses jovens porque tudo que nós pudermos fazer para a formação deles nós estaremos garantindo que o futuro do Brasil seja definitivamente melhor", disse. "Eu olho nos olhos das mães. Eu olho nos olhos dos pais. Quando eu conto como a minha vida mudou quando eu aprendi uma profissão, eu sei como aquela mãe se sente, como aquele pai se sente porque é o maior legado que um pai pode deixar para um filho não é uma casa, um carro ou um pouco de dinheiro. O maior legado que um pai ou uma mãe pode deixar para o filho é a garantia da formação profissional, é a formação desses jovens", acrescentou.

O governo federal anunciou, na última quinta-feira (9), uma série de medidas para melhoria dos ensinos básico, profissional, superior e continuado. O ministro da Educação, Fernando Haddad, que também participou do programa, destacou uma das medidas: a criação da Universidade Aberta do Brasil.

O ministro explicou que essa universidade, que oferece aulas a distância, visa a aprimorar a formação do educador do interior do país. "O professor que está em exercício, que está numa cidade do interior, que está distante de um grande centro, ele não tinha onde se formar. Se ele já estivesse formado, ele não tinha como fazer uma formação continuada. Nós criamos uma universidade aberta que é para levar as universidades federais até os lugares mais distantes do país".

Segundo o ministério da Educação, 215 cursos de graduação devem ser oferecidos por instituições federais por meio da Universidade Aberta. Em contrapartida, municípios e estados deverão manter pólos de apoio presencial, com laboratórios de informática, salas de aula e biblioteca. A expectativa é de que, em 2007, esses pólos estejam instalados em 300 municípios.

Haddad citou outras ações do ministério nos últimos três anos como inclusão da merenda escolar nas creches, interiorização das universidades e escolas técnicas, criação de livro didático para o ensino médio e bolsas de estudo no ensino superior para jovens de baixa renda.

Ainda de acordo com o presidente Lula, a educação gera conhecimento, formação profissional e, portanto, é o caminho para que o Brasil se torne uma grande potência. "Ficando mais qualificadas (pessoas), nós vamos ter mais acesso à tecnologia. Vamos produzir produtos cada vez melhores e mais competitivos e vamos poder melhorar a vida do povo e melhorar a vida do país", disse.

Presidente lamenta que Senado ainda não tenha aprovado o Fundeb

Brasília - Nesta edição do programa de rádio Café com o Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou que os senadores ainda não tenham aprovado o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Para entrar em vigor, o fundo precisar ser aprovado no plenário do Senado.

O tema do programa foi o pacote de medidas para a educação, anunciado quinta–feira passada pelo governo. "Na última quinta-feira, nós fechamos com chave de ouro todo o programa de educação que nos propusemos a fazer no nosso mandato. Só faltou uma coisinha, que eu lamento profundamente, que o Senado não tenha aprovado o Fundeb", disse.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que participou do programa, ressaltou que o Fundeb é a única proposta do setor educacional encaminhada ao Congresso Nacional em 2005 que não foi aprovada. "Só falta o plenário do Senado aprovar. Todas as demais medidas encaminhadas no ano passado já estão em pleno funcionamento".

Segundo Haddad, a maioria das medidas enviadas ao Legislativo na última quinta-feira já está em andamento. A reforma universitária é o projeto que demandará mais tempo para ser aprovado por ser complexo, porém, conforme o ministro, garantirá "financiamento estável, qualidade na educação superior, interiorização da educação superior, mais produção científica e formação de recursos humanos para que o país possa ter uma inserção soberana no concerto das nações".

Assine

Assine gratuitamente nossa revista e receba por email as novidades semanais.

×
Assine

Está com alguma dúvida? Quer fazer alguma sugestão para nós? Então, fale conosco pelo formulário abaixo.

×