| Por Vivian Lobato e Talita Mochiute, do Aprendiz | Um grupo de 16 jovens começou na semana passada o mapeamento cultural do estado de São Paulo. Durante os próximos quatro meses os integrantes do projeto Juventude transformando com arte irão pesquisar e catalogar grupos e instituições paulistas que promovam atividades de arte e cultura, voltadas ou lideradas por jovens. Até o final do ano, os dados estarão disponíveis na Internet.
O projeto é uma iniciativa do Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP), e conta com a parceria da Coordenadoria de Programas para a Juventude do Governo do Estado de São Paulo. “A ideia de trabalhar com juventude em processos educativos para transformação social através da arte e da cultura é um fenômeno muito marcante da atuação social no Brasil. O mapeamento serve para dar visibilidade a esse fenômeno. Também pode ser referência e gerar subsídios para quem trabalha nesta área, como investidores sociais e poder público”, explica a diretora da CEPP e coordenadora do projeto, Beatriz Azeredo.
Para o desenvolvimento do projeto, os jovens pesquisadores estão divididos nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto, Sorocaba, Sertãozinho e São Vicente. Na capital, seis jovens estão atuando na Associação Cidade Escola Aprendiz e cinco no Centro Cultural da Juventude (CCJ).
Antes de iniciarem as atividades, os jovens pesquisadores passam por um treinamento para entender a metodologia. Nas quatro horas diárias de pesquisa, eles enviam e-mails, explicam o projeto e ligam para os grupos e instituições - sempre orientados por um coordenador local. Para participar, cada jovem recebe uma bolsa no valor de R$ 300, mais vale-transporte.
“Previamente foram levantados 700 grupos que trabalham com arte e cultura no estado de São Paulo. Cada jovem recebe uma lista de grupos e instituições, com os quais eles precisam entrar em contato, além dos próprios grupos, que eles conhecem e que possam acrescentar nessa lista”, explica o coordenador local, que atua com o grupo presente na Associação Cidade Escola Aprendiz, Wilq Vicente.
Hebert Alves Senna, 17 anos, é um dos jovens pesquisadores. Para ele, o maior desafio do programa é conferir a lista de grupos e instituições. “Muitos grupos não têm site, nem telefone, apenas o nome, o que dificulta o contato. Mas estou adorando, o programa é muito importante para divulgar e ajudar iniciativas, principalmente as que são desconhecidas”.
Resultados
Os indicadores gerados têm como objetivo descobrir os perfis dos grupos culturais - se são formais ou informais, tempo de trabalho, áreas de atuação, tipos de financiadores e volume de recursos mobilizados, mecanismos de divulgação e comunicação, graus de articulação e características das parcerias, principais dificuldades e necessidades, e potenciais para intercâmbio.
“O mapeamento pode ajudar, por exemplo, a Coordenadoria da Juventude a elaborar políticas públicas neste campo. Por meio do diagnóstico levantado pelo programa, é possível pensar em ações para uma determinada região do estado”, explica Beatriz Azeredo.
O programa já foi aplicado e finalizado no Nordeste. Também está sendo realizado no Espírito Santo. No próximo mês, começa no Rio de Janeiro. A intenção é realizar o mapeamento de todo o Brasil. Para pesquisar as iniciativas do Banco de Experiências Sociais com Arte e Cultura em todos os estados mapeados visite o site http://www.juventudearte.org.br. (Envolverde/Aprendiz) |