Jovens adaptam estudo da ONU sobre clima
Por Redação do Pnud
Por meio de poemas, depoimentos, desenhos e quadrinhos, jovens de várias partes do mundo elaboraram uma versão para o público juvenil do relatório do PNUD sobre mudanças climáticas. Com 36 páginas, lançada nesta terça-feira em Quebec e na segunda em Nova York, a publicação se destaca pelo didatismo e pelo projeto visual, que têm como objetivo sensibilizar a juventude para questões ligadas ao aquecimento global.
Esta é a segunda obra do PNUD com esse, e é inspirada em um dos capítulos do RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) 2007/2008, edição mais recente da principal publicação da agência da ONU.
Intitulado Two degrees of separation: between hope and despair* (Dois graus de separação: entre a esperança e o desespero), o livreto tem versões impressas e on-line, e aborda as formas como os jovens podem agir contra "as mudanças climáticas em cada continente, país, cidade e em cada família", indica o sumário do relatório. "Nós podemos mudar nosso mundo, pouco a pouco, pessoa por pessoa e com isso obteremos um amanhã mais sustentável para as futuras gerações", destaca o texto.
Jovens de vários países puderam contribuir com histórias, pinturas, fotos, poemas e análises sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global. As melhores criações, assinadas por pessoas de 16 a 25 anos, foram selecionadas e editadas por jovens da mesma faixa etária, com ajuda e supervisão de técnicos do PNUD e com auxílio da organização não-governamental Peace Child International.
"Nós entregamos a eles os textos do relatório, e foram eles quem os leram e deram sua própria interpretação. Nosso trabalho foi meramente editorial", diz a diretora-adjunta do Relatório de Desenvolvimento Humano, Cecilia Ugaz. "Foram eles que escreveram, que inspiraram todo o movimento através do trabalho artístico, através das poesias, ou seja, foram eles os encarregados de escrevê-lo."
A ênfase do trabalho foi encontrar soluções individuais para o problema global. Segundo Cecilia, a estrutura do projeto foi relativamente simples: uma explicação do problema da mudança climática, seguida de políticas de mitigação e de adaptação e de um chamado à ação para todos os jovens. Ela destaca ainda o apelo presente na maneira como os jovens traduzem a mensagem do relatório em sua linguagem particular, dentro de redes que incluem amigos, familiares e escolas.
Um exemplo é o texto de Karimon, de Bangladesh (país amplamente atingido pelo aquecimento global), em que o rapaz expressa sua indignação com o fenômeno que causa mais impacto no mundo pobre. "Nós não temos direito a comida, tratamento, educação e segurança financeira? Nós não somos humanos?", questiona.
A experiência do PNUD de adaptar o relatório para o público jovem começou em 2006, quando foi publicada a obra Water Rights and Wrongs** (Água - Erros e Acertos), inspirada no RDH daquele ano, que tratou de saneamento básico. Assim como o que foi lançado nesta terça, o livro reúne trabalhos de jovens de várias partes do mundo, em linguagem acessível.
* http://hdr.undp.org/en/media/Two_Degrees_En.pdf
** http://hdr.undp.org/external/hdr2006/water/
(Envolverde/Pnud)