10/03/2009

Jogo ensina estudantes a superarem desafios na profissão e na vida

 

Por Regina Xeyla, da Agência Sebrae

 

Após conquistar o primeiro lugar da edição 2008 do Desafio Sebrae, equipe de São Paulo se prepara para representar o Brasil na versão internacional do jogo.



Brasília - Estar sempre atento, trabalhar em equipe, ter raciocínio rápido, confiança, persistência. Esses são alguns dos aprendizados que cinco estudantes universitários de São Paulo adquiriram ou potencializaram após jogar o Desafio Sebrae. O grupo de estudantes venceu a edição 2008 da competição e agora se prepara para disputar, nos dias 17 a 19 de março, o Desafio Sebrae Internacional.



Rafael de Souza Nars, Bruno Barreto Rodrigues, Rodrigo Constant da Silva, Sérgio Henrique Alves e Érico Vicente Ciancio são amigos desde que entraram na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Eles fazem os cursos de Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Ambiental e estão prestes a sair da condição de alunos para virar profissionais. Isso porque todos se formam ainda neste semestre de 2009.



A expectativa por essa mudança é grande, porém não assusta os jovens estudantes. Sérgio Henrique, por exemplo, após participar do Desafio Sebrae entendeu a importância de traçar estratégias antes de dar o próximo passo. Por isso, ele ainda está avaliando se assume cargo público, já que adquiriu boas colocações em concursos públicos, ou se monta um negócio próprio, como uma empresa de consultoria ou no setor de comércio. “Em se tratando de negócio ou da nossa vida, temos que estar atentos ao passado, presente e futuro. Temos sempre que pesar os prós e contras”, afirma Sérgio.



Rodrigo Constant divide a mesma opinião do amigo. “O Desafio Sebrae nos proporcionou uma noção muito boa do que seria uma dinâmica empresarial. Situação na qual é preciso tomar decisões rápidas e, principalmente, certas, tendo em vista que elas vão gerar conseqüências. Assim é também na nossa vida pessoal”, avalia Rodrigo.



Ele afirma que, após o jogo, percebeu que o leque de oportunidades profissionais é muito maior do que imaginava. “Normalmente pensamos em nos formar e buscar um emprego em uma grande empresa ou concorrer a um cargo público. Mas percebi que existem outras possibilidades. Não é o meu objetivo no momento, mas penso em futuramente montar uma empresa na área ambiental, aproveitando a minha formação acadêmica”, explica.



O estudante Rafael de Souza já está no mercado de trabalho. Atualmente trabalha em uma empresa de consultoria. O jovem universitário pensa em se formar e trilhar carreira em uma grande empresa. Mas afirma que no dia em que desejar abrir seu próprio negócio, o conhecimento adquirido no jogo vai auxiliá-lo bastante.



Desafio Sebrae Internacional



Com um nome irreverente, 'Costela no Bafo', a equipe desses cinco universitários venceu o Desafio Sebrae 2008. Como prêmio eles ganharam um viagem à cidade espanhola de Barcelona, que deverá ocorrer este ano. Além dessa viagem internacional, a equipe irá representar o Brasil na final do Desafio Sebrae Internacional, que acontece nos dias 17, 18 e 19 de março no Hotel Golden Tulipi no Rio de Janeiro.



Desde que o Desafio Sebrae foi levado para fora do Brasil, em 2002, mais de 45 mil estudantes estrangeiros já participaram do jogo empresarial. Além do Brasil, fazem parte do projeto Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Peru, Colômbia e Equador. O Brasil conquistou o primeiro lugar em 2005 e 2007 e a Argentina, em 2006.



“Estamos confiantes e empolgados para participar do Desafio Sebrae Internacional. Tenho orgulho de representar todos os que participaram da edição nacional, e até o Brasil”, afirma Rafael. Já para Sérgio, a oportunidade é ímpar. “Sabemos que as equipes que vêm de fora são de alto nível, mas também estamos preparados. Vamos fazer de tudo para levantar o ‘caneco’”.



A coordenadora nacional do Desafio, Carla Virgínia Lima Costa, explica que os estudantes vão administrar uma empresa do setor de calçados femininos, mesma temática trabalhada no Desafio Sebrae nacional, mas com algumas novidades. “Queremos disseminar a cultura empreendedora e a idéia de empresa globalizada. Não podemos restringir o tema ao território brasileiro”.

 


Crédito da imagem:Davi Zocoli/ASN

 


(Envolverde/Agência Sebrae)
 
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