13/07/2007

Intercâmbio une ensino de idioma e lazer

Por Karina Costa, do Aprendiz

Um programa de intercâmbio que proporciona momentos de lazer ao mesmo tempo em que oferece aprendizado para a vida profissional. Essa é a proposta dos cursos combinados, tipo de intercâmbio que alia aulas de idiomas, por exemplo, à prática de esportes, atividades culturais, cursos de capacitação ou turismo. Surfar, esquiar, fazer paraquedismo e aprender inglês ou ter aulas de culinária, dança flamenca e fazer trabalho voluntário aliado ao aprendizado de espanhol são outros exemplos.

É uma opção interessante, pois aprender idioma quando se realiza uma atividade de interesse pessoal é uma motivação a mais para o intercambista”, acredita a gerente de produtos da CI, Luiza Vianna. “As atividades de lazer atraem as pessoas para o aprendizado”, diz, lembrando que pela CI é possível participar dos combinados que envolvem inglês com música, vela, yoga, tênis ou surfe e espanhol com tango ou arte e literatura, entre outros.

A estudante de Turismo Bárbara Rizzo achou o método tão diferente que já foi duas vezes para o exterior em programas do gênero. Ela juntou o antigo sonho de ser tenista profissional à necessidade de aprender inglês e foi para Orlando e depois para San Diego, nos Estados Unidos. “Pela manhã eu fazia curso de inglês e toda a tarde praticava tênis. Na primeira viagem fui também para participar de um campeonato dessa modalidade. Havia outras atividades que possibilitavam treinar o idioma, como idas a diversos espaços culturais da região, cinema, festas, jogos e mesmo o contato com as pessoas que estavam lá com o mesmo interesse que eu”, conta Rizzo. “O aprendizado se tornou um passatempo que me ajudou bastante”, completa.

Querendo tirar férias de sua rotina de trabalho no Brasil, a sócia-diretora do Union Hotéis, de Porto Alegre (RS), Gladis Dreizik, de 65 anos, foi viver uma experiência em Roma, onde participou de um programa de cursos combinados que juntava aprendizado do idioma italiano a passeios turísticos. Ela conta que o aprendizado começou desde a estadia, onde teve que dividir um quarto com dois casais de holandeses, de cerca de 80 anos de idade.

Durante o curso, fiquei com uma turma de jovens, pois meu conhecimento em italiano era básico. Mas, durante a tarde, sempre eram feitas atividades para a prática do idioma, nas quais grupos da terceira idade eram formados. Saíamos pela cidade para conhecer de perto a história de Roma que tínhamos tratado em sala de aula. Fizemos passeios com os próprios diretores da escola de idiomas como visitar castelos romanos, degustar vinhos, jantar a beira do lago, tivemos aulas de culinária, tudo em italiano”, conta.

Dreizik acredita que o tempo no exterior trouxe motivação para os negócios que ela tem no Brasil. Refletiu em tudo que faço aqui no Brasil, pois não se separa lado pessoal de profissional. Vim com as energias renovadas e, fazer intercâmbio, me trouxe inspiração e novas idéias”, declara.

E para quem ao invés de atividades de lazer quer realizar um curso de capacitação em alguma área profissional, também tem oportunidades. Foi o que fez o monitor da área de Turismo, Fabio Mitsuka Pascoal, que em Vancouver no Canadá, praticou inglês durante o curso de biologia marinha. “Além das aulas teóricas, ministradas em inglês, fui a campo e apresentei seminário. Após três meses de programa, quando estava para voltar ao Brasil, meu professor me indicou para fazer trabalho voluntário. Fiz monitoria e trabalhei em um centro de recuperação de mamíferos. A viagem ajudou também a me descobrir profissionalmente. Conquistei meu emprego de guia turístico numa empresa de Ecoturismo brasileira por conta dessa experiência”, avalia.

Assim como Pascoal, Daniela Rocha, que é formada e trabalha com Design Gráfico, foi para o exterior para aperfeiçoamento profissional. Seu destino foi Florença, na Itália, onde durante um mês cursou italiano e durante dois meses fez estágio não-remunerado na área de Design. “Além de treinar italiano no trabalho e nas ruas do país, aprimorei meu inglês na casa de uma família local que me acolheu”, lembra. “No estágio trabalhei com design fazendo capas e catálogos de DVD. O meu currículo foi valorizado tanto que conquistei uma oportunidade de estágio por esse diferencial”, conta Rocha, de 22 anos, que hoje faz estágio na loja de roupas Osklen, no Rio de Janeiro.

Vianna, da CI, conta que esse tipo de programa teve aumento de demanda na agência nos últimos dois anos. “Não é o mais procurado, mas as pessoas demonstram interesse pelo fato de não terem que ficar só em sala de aula e participar das atividades programadas dentro da escola de idiomas. É um programa de intercâmbio procurado por um público mais velho, que quer um algo a mais em sua experiência no exterior”, explica Vianna. Na CI os mais novos programas de cursos combinados levam os interessados para cursar inglês e a realizar trabalho voluntário voltado à preservação do meio ambiente ou com golfinhos, ambos na Austrália.
(Envolverde/Aprendiz)


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