Interação universidade/empresa é fundamental para desenvolver o Brasil
O Brasil tem pesquisadores e ciência de primeira qualidade, mas não é eficiente em tecnologia e inovação. A opinião é do chefe do departamento de Bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) - José Alberto Bianchi. Durante a Jornada Científica da Fazu, ele afirmou que os países considerados inovadores estão localizados na América do Norte e na Austrália.
Para Bianchi a interação universidade/empresa é fundamental para o desenvolvimento da tecnologia e da inovação: "No Brasil, somos capazes de gerar ciência, mas não somos capazes de gerar inovação, porque a pesquisa não chega à empresa. A empresa também não enxerga a importância do pesquisador. Ela só importa e adapta a tecnologia. Com isso, a empresa não inova".
Segundo ele, 50% dos países do planeta são considerados excluídos em tecnologia, enquanto algumas regiões de outros países são consideradas adaptadoras de tecnologia. É o caso da região Sul e parte da região Sudeste do Brasil.
O representante da Fapemig diz que o desenvolvimento de um país está relacionado com o seu número de pesquisadores. Quanto menor o número de pesquisadores, menor o Produto Interno Bruto (PIB) per capita. "No Brasil, a maioria dos pesquisadores estão no ensino superior. Isso mostra que as empresas não estão absorvendo os profissionais qualificados", ressalta. E enfatiza: "há uma necessidade imensa das empresas brasileiras investirem em pesquisadores".
De acordo com Bianchi, o Brasil também publica poucos artigos científicos, mas por ser um país ainda subdesenvolvido tem um bom índice de publicação científica no exterior. Ele informa que 1,8% dos trabalhos publicados no mundo são brasileiros. Já o índice de patentes é bem menor. Apenas 0,8% das patentes feitas no mundo são de pesquisadores brasileiros. "Esses índices são considerados fatores de desenvolvimento em ciência, tecnologia e inovação. Portanto, o Brasil ainda deixa muito a desejar", acrescenta.
Uma das formas da Fapemig contribuir com o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação em Minas Gerais é investir nos seus pesquisadores. Para isso, 1% dos impostos recolhidos no estado é repassado para a Fapemig investir em pesquisas. Só este ano, foram destinados 180 milhões à pesquisa.
Ao conhecer o grande número de projetos de iniciação científica que a Fazu apóia Bianchi percebeu o potencial de pesquisa da instituição. Ele sugeriu à direção da faculdade estreitar sua parceria com a Fapemig para receber maior apoio desse órgão de fomento. "Temos muito interesse de investir em instituições como a Fazu", afirma. Hoje, a Fapemig investe em iniciação cientifica, apoio técnico a pesquisa, desenvolvimento tecnológico industrial, gestão em ciência e tecnologia, bolsas para mestrado, doutorado, pós-doutorado e nos pesquisadores estrangeiros que desenvolvem produtos em empresas brasileiras.
A Jornada Científica da Fazu vai até dia 24 (sexta-feira) com palestras, mesas-redondas e minicursos ministrados pelos melhores especialistas do país nas seguintes áreas: Agronomia, Engenharia de Alimentos, Zootecnia, Letras, Computação, Secretariado Executivo Bilíngüe e Sistemas de Informação.
Isabela Avelar
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