06/03/2011

INPE participa de projeto que leva geotecnologias a professores de Campinas

Professores do ensino fundamental da rede municipal de Campinas (SP) tiveram aulas práticas de geotecnologias nos dias 1º e 2 de março. O curso foi ministrado por Teresa Gallotti Florenzano e Suely Franco Siqueira Lima, respectivamente pesquisadora e bolsista da Divisão de Sensoriamento Remoto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Promovido pela Embrapa Monitoramento por Satélite, que tem sede em Campinas, por meio do projeto GeoAtlas, o curso ofereceu aos professores uma imersão no software de geoprocessamento Spring, um Sistema de Informações Geográficas desenvolvido pelo INPE e de uso gratuito.

O objetivo foi capacitar os professores no uso de ferramentas como o sensoriamento remoto e imagens de satélite, possibilitando aulas mais criativas e contribuindo para despertar o maior interesse dos alunos. Dominando essas novas ferramentas, o professor poderá trabalhar de maneira mais personalizada, utilizando dados sobre o município e a região onde está localizada a sua escola.

“O próprio professor poderá selecionar imagens de satélite da área de seu interesse, combinar datas diferentes e, por exemplo, acompanhar a expansão urbana, a evolução de áreas verdes e mesmo de determinadas atividades agropecuárias em seu município ao longo de um período”, explica Teresa Gallotti Florenzano.

Uso escolar

Todos os anos, em julho, o INPE promove o curso de “Uso Escolar do Sensoriamento Remoto para Estudo do Meio Ambiente” para professores de todo o Brasil. Neste ano as aulas devem acontecer entre os dias18 e 22 de julho. Em breve, será divulgada a programação e os procedimentos de inscrição para a edição de 2011.

Com aulas sobre tratamento de imagens de satélites, cartografia e geoprocessamento, esse curso apresenta aos professores os fundamentos da tecnologia espacial e suas aplicações na agricultura, no estudo do espaço urbano, da vegetação e de bacias hidrográficas. As aulas destacam ainda as aplicações em meteorologia, explicando como a tecnologia espacial é importante no estudo de fenômenos atmosféricos e mudanças climáticas, passando por noções de monitoramento e previsão de tempo, além de práticas de campo sobre o sistema de posicionamento global GPS.

(Envolverde/INPE)

 
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