29/11/2005

Inpa trabalha inclusão social com alunos do ensino fundamental

O projeto Jovem Pesquisador, coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, encerra, na próxima quarta-feira (30), mais um ano de atividades. Para comemorar a data, será realizado o VII Espaço Ambiental, cujo tema será Os insetos e a Saúde. Segundo a coordenadora do projeto, Fernanda Bandeira Vieira, o objetivo é divulgar as pesquisas desenvolvidas por 40 alunos do ensino fundamental de escolas estaduais de Manaus (AM). Durante seis meses, eles participaram de diversas atividades desenvolvidas nas dependências do Instituto, com foco na popularização da ciência, buscando despertar o interesse pela pesquisa e difundir o conhecimento científico entre os estudantes.

A pesquisadora Fernanda Vieira destacou que o projeto trabalha também aspectos relativos a inclusão social. “O projeto vem sendo desenvolvido há oito anos, sempre com temáticas diferenciadas”, ressaltou. Uma vez por semana, os participantes visitam o laboratório de insetos finantrópicos e recebem orientação dos pesquisadores relativa ao conhecimento científico. Este ano, eles estudaram a relação entre os insetos e a saúde humana. Durante as oficinas, a turma recebeu aulas sobre doenças endêmicas da região como malária, dengue e leishmaniose, e conheceu um pouco sobre algumas espécies de invertebrados como moscas e piolhos.

O projeto é divido em dois módulos. O primeiro é desenvolvido durante dois meses e o aluno recebe orientações sobre temas ligados ao meio ambiente. No segundo, com duração de quatro meses, eles passam a ser atuantes no processo de produção do conhecimento científico. Fora do laboratório, como fator complementar, os estudantes realizam atividades no Bosque da Ciência, participam de visitas dirigidas e excursões.

“Nesses módulos, a turma conheceu o Jardim Botânico e o Teatro Amazonas, absorvendo informações que contribuam para o aprendizado", destacou a pesquisadora. Apesar do projeto ser direcionado para escolas públicas é abertta também a participação de particulares. “Aqueles que desejam permanecer no projeto são direcionados para os módulos monitoria e tutoria", afirmou.

Os monitores passam a ser coadjuvante nas atividades do projeto com alunos iniciantes e os tutorandos passam a atuar como aprendizes junto aos pesquisadores. “Um bom exemplo são os alunos que ganharam a 47ª edição do concurso Cientistas do Amanhã”, lembra Fernanda. O concurso é promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco).

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