Incubando talentos
Universidades investem na criação de incubadoras de empresas e mostram força no desenvolvimento do empreendedorismo sustentável no país.
A participação das universidades no setor de incubação de empresas é uma realidade irreversível. A entrada das instituições de Ensino Superior no setor deu a ele a possibilidade de dar às incubadas mais do um espaço para que se desenvolvam. Hoje, elas podem ter treinamento especializado, preparação para enfrentar problemas, e principalmente, capacidade para desenvolver novos produtos, serviços e métodos.
Integrando sua produção de conhecimento com o espaço físico e auxílio na administração, as incubadoras oferecem uma possibilidade única para micro e pequenas empresas vencerem os primeiros anos de vida. Para se ter uma idéia da importância desse trabalho, atualmente, 85% das empresas incubadas ultrapassam dois anos de existência, enquanto apenas 40% conseguem esse feito fora da incubação, segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
"Nossa expectativa é que todas as incubadoras tivessem uma relação com um centro gerador de conhecimento. Para desenvolver empreendimentos é preciso ter pessoas e conhecimento - e esses centros têm os dois fatores. Nas universidades, em especial, há o destaque para o público jovem", afirma o presidente da Anprotec (Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), José Eduardo Fiates.
Acompanhando este processo, o Universia Brasil produziu o Especial Incubadoras, relatando a maneira como se dá o trabalho nestas instituições. Para dar continuidade a este trabalho, o Universia publica uma série de cases relatando o desenvolvimento de incubadoras por todo o país. Nessa primeira parte, você conhecerá mais sobre a incubadora da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), da UFPA (Universidade Federal do Pará) e UFAL (Universidade Federal de Alagoas).