Ibama e Copre detalham acordo para acelerar licenciamento
Por Luciana Melo, do Ibama
Brasília - O Ibama e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia - Copre, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, discutiram com dirigentes e demais servidores do Ibama o acordo de cooperação firmado entre as duas instituições.
O acordo tem o objetivo de desenvolver trabalhos técnicos científicos a fim de dar celeridade ao licenciamento ambiental e agregar conhecimento ao processo, dado maior qualidade ao resultado final.
De acordo com o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, o momento é de avaliar o licenciamento e definir o que pode ser feito daqui para frente. "Acreditamos que esse acordo é uma maneira de trazer para os processos de licenciamento a inteligência dos professores e pesquisadores do Copre aliado aos conhecimentos que os técnicos do Ibama têm acumulado. Isto é de suma importância."
O professor Marcos Aurélio Freitas, representante da Copre, também afirmou a importância da parceria. "A Copre sozinha não tem profissionais para dar conta da variedade de situações que o Ibama enfrenta e vem [em conjunto] auxiliar o Instituto, agregando pesquisadores, doutores e mestres para poder contribuir com o processo de licenciamento. Logicamente que a tomada de decisões parte do Ibama e não da Copre".
A primeira linha de gestão de processos é verificar como está o andamento dos licenciamentos e que tipos de aperfeiçoamentos podem ser feitos nas formas usadas nos processos internos. Posteriormente, também vai ser investido na melhor capacitação dos profissionais do Instituto.
Segundo Marco Freitas, serão oferecidos cursos de extensão com duração entre 40 e 80 horas sobre temas acordados pelo Ibama e a Copre e, numa segunda etapa, pode chegar ao nível de MBA, que são cursos de 360 a 400 horas e valerão diplomas da UFRJ. Certamente, contribuirá para o crescimento funcional dos profissionais do Ibama.
Freitas comentou ainda que o Copre também dará suporte às áreas de infra-estrutura, de engenharia, desde a parte de energia, que envolve hidroeletricidade, gerações térmicas, seja nuclear ou não, passando por vários temas e também chegando à linha de notas técnicas científicas. Assim, colaborará com o aperfeiçoamento do Sistema de Informações de Licenciamento Ambiental - Sislic.
O presidente Messias garantiu que este é o primeiro de muitos acordos com outras universidades brasileiras que virão para "o crescimento do grande recurso que o Ibama tem que é seu capital intelectual".
(Envolverde/Ibama)