16/12/2010

Homenagem a educadores lembra as conquistas dos últimos anos

O ex-presidente da República Nilo Peçanha (1909-1910) criou no primeiro ano de seu curto mandato 19 escolas de aprendizes e artífices, que originaram a educação profissional no Brasil. Com a medalha que leva seu nome, o Ministério da Educação condecorou, na tarde desta quarta-feira, 15, em Brasília, cem pessoas que trabalharam em prol dessa modalidade da educação. 

O ministro Fernando Haddad lembrou as conquistas alcançadas nesse setor e citou novas metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), encaminhado ao Congresso Nacional. “O compromisso é duplicar as matrículas em cursos de educação profissional nos próximos dez anos, passando dos atuais 1 milhão de matrículas para 2 milhões em 2020”, afirmou.

O objetivo é que o investimento em qualificação e no desenvolvimento de tecnologia possa provocar a emancipação de um contingente cada vez maior de jovens brasileiros. “O nosso modelo privilegia a idéia do itinerário formativo, onde um estudante pode ingressar como técnico de nível médio e seguir até a pós-graduação. Queremos mestres e doutores vindos das classes menos abastadas e não apenas da elite do país”, observou Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional e tecnológica do MEC.

Conquistas – O desenvolvimento da educação profissional foi consenso nos discursos de gestores e agraciados pela medalha Nilo Peçanha. O número de matrículas no setor é o que mais cresce, tanto no nível médio quanto no superior, há mais de três anos consecutivos.

A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica praticamente triplicou seu número de matrículas, passando de 140 mil em 2003 para as atuais 348 mil. No mesmo período, o número de escolas saltou de 140 para 354. “Isso sem contar programas que atingem outras esferas de governo, como o Brasil Profissionalizado para as Redes Estaduais e o acordo com o Sistema S”, reiterou Haddad.

Representante dos agraciados pela medalha Nilo Peçanha, o professor Itapuan Bôtto Targino, do Instituto Federal da Paraíba, agradeceu a homenagem do MEC. “Fomos úteis à educação profissional. É bom que o ministério reconheça isto”, comemorou.

(Envolverde/MEC)

 
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