Governo quer levar pelo menos uma biblioteca a cada município até 2010, afirma Lula
Por Juliana Andrade, da Agência Brasil
Brasília - A ampliação do Programa Nacional de Bibliotecas Escolares deverá beneficiar 30 milhões de alunos com a aquisição de novas obras literárias, de acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula disse que o objetivo é possibilitar o acesso gratuito a livros de leitura para 5 milhões de crianças de até seis anos de idade, de 85 mil escolas públicas de todo o país. Segundo Lula, a meta é levar pelo menos uma biblioteca a cada município brasileiro até o final de 2010.
“Nós pretendemos, até o final do nosso mandato, acabar com qualquer município que não tenha biblioteca, ou seja, nós queremos levar biblioteca, uma ou mais de uma, em todos os municípios brasileiros. E nós queremos acabar com isso o mais rápido possível, porque é importante criar condições para as pessoas terem acesso à leitura”.
O presidente disse que para que o brasileiro adquira o hábito da leitura, é preciso estimular a prática desde cedo, na escola. “Por isso é que nós estamos tomando medidas, ou seja, nós aprovamos uma lei do presidente Sarney que isentava de tributo todas as publicações de livro no Brasil. Depois, em 2006, nós criamos o Plano Nacional do Livro e Leitura, que articula ações, projetos e programas de incentivo à leitura em todas as regiões do país”, acrescentou.
Lula diz que país terá mais dez universidades federais e 214 escolas técnicas até 2010
O Brasil terá, até o final de 2010, mais dez universidades federais, 48 extensões universitárias e 214 escolas técnicas profissionalizantes, informou hoje (1º) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.
“Esses são números importantes porque são, na verdade, compromissos políticos, éticos e educacionais com a sociedade brasileira para ver se a gente recupera, sabe, o quanto tempo nós ficamos sem fazer os investimentos adequados na área de educação”.
No programa, Lula afirmou que assumiu o compromisso de resolver, “se não toda”, grande parte das dificuldades na área de educação existentes no país e reconheceu que a tarefa é difícil. Ao comentar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítisca (IBGE), o presidente afirmou que tem havido uma “melhora substancial” no sistema educacional. Segundo ele, há avanços tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo.
“É crescente o número de crianças de 7 a 14 anos na escola, é crescente o número de crianças de 5 a 6 anos na escola, é crescente o número de jovens de 15 a 17 anos. Ou seja, nós crescemos praticamente em 13,2% o número de jovens universitários no Brasil”, destacou.
Lula disse que apesar de ficar otimista com os resultados, os números também servem para mostrar que é preciso fazer ainda mais para que o Brasil possa superar o atraso a que foi submetido ao longo de décadas na área de educação.
“Esses são números que são promissores, são números que me deixam otimista, mas, ao mesmo tempo, são números que me cobram todo dia que nós temos que fazer ainda mais para que a gente possa desde o ensino fundamental, da pré-escola até a formação dos nossos doutores, que nós façamos os investimentos que tivermos que fazer para que o Brasil recupere o atraso a que ele foi submetido ao longo de décadas nesses últimos tempos”.
Entre as medidas que deverão ter impacto positivo no sistema educacional brasileiro, o presidente destacou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e o aumento de oito para nove anos do tempo de permanência no ensino fundamental.
Também citou a ampliação dos investimentos nas universidades e nas escolas técnicas. “Nós estamos andando muito, eu diria, conscientes da responsabilidade que nós temos”.
Leia a íntegra do Café com o Presidente
Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luiz Fara Monteiro, eu falo direto do estúdio da Radiobrás em Brasília, vamos conversar com o presidente Lula que está em São Bernardo do Campo. Tudo bem, presidente?
Presidente: Tudo bem, Luiz.
Apresentador: Presidente, o senhor visitou, na última sexta-feira [28], as obras da Universidade Federal do ABC em Santo André, São Paulo. Lá, o senhor anunciou dinheiro para outra universidade, a de São Bernardo do Campo. Como é que o senhor avalia os investimentos na educação nessa sua administração, presidente?
Presidente: Luiz, nós tomamos a responsabilidade de resolver, se não toda, grande parte da educação no Brasil. Ou seja, nós estamos andando muito, eu diria, conscientes da responsabilidade que nós temos. Primeiro, nós aprovamos o Fundeb, que é o Fundo Nacional de Manutenção e de Desenvolvimento da Educação Básica, que é na verdade uma coisa extremamente importante para o ensino fundamental. Depois, nós mandamos para o Congresso Nacional, algumas já foram aprovadas, que é um programa de desenvolvimento da educação, que é outra coisa extremamente importante. E nós estamos fazendo um investimento em todas as áreas da educação. Você está lembrado que nós aumentamos de oito para nove anos o tempo de permanência de uma criança na escola, você está lembrado que nós resolvemos fazer investimento nas escolas técnicas profissionais e estamos resolvendo o problema do ensino universitário. Ou seja, nós estamos trabalhando, Luiz, para ver se nós recuperamos o tempo perdido. Não é uma tarefa fácil, é uma tarefa muito difícil e o meu compromisso e o compromisso do ministro da Educação é terminarmos o nosso mandato em 2010 com mais dez universidades federais novas, com 48 extensões universitárias e ao mesmo tempo fazer 214 escolas técnicas profissionais. Esses são números importantes porque são na verdade compromissos políticos, éticos e educacionais com a sociedade brasileira para ver se a gente recupera sabe, o quanto tempo nós ficamos sem fazer os investimentos adequados na área de educação.
Apresentador: Presidente Lula, o senhor acabou de falar aí das ações que estão em andamento. Já dá para sentir as mudanças na vida das pessoas, principalmente jovens e crianças?
Presidente: Olha, já dá para sentir, se você pegar os números publicados pelo IBGE você vai perceber que tem havido uma melhora substancial, ou seja, tanto do ponto de vista quantitativo quanto do ponto de vista qualitativo. Ou seja, é crescente o número de crianças de 7 a 14 anos na escola, é crescente o número de crianças de 5 a 6 anos na escola, é crescente o número de jovens de 15 a 17 anos. Ou seja, nós crescemos praticamente em 13,2% o número de jovens universitários no Brasil. Esses são números que são promissores, são números que me deixam otimista, mas, ao mesmo tempo, são números que me cobram todo dia que nós temos que fazer ainda mais para que a gente possa desde o ensino fundamental, da pré-escola até a formação dos nossos doutores, que nós façamos os investimentos que tivermos que fazer para que o Brasil recupere o atraso a que ele foi submetido ao longo de décadas nesses últimos tempos.
Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, hoje falamos sobre os investimentos do governo na área de educação. Presidente, na última semana o senhor visitou a Academia Brasileira de Letras. O brasileiro ainda lê pouco, dá para mudar essa realidade no nosso país?
Presidente: Olha, na verdade o brasileiro lê pouco porque é preciso que a gente adquira o hábito de ler, a começar da escola. Por isso é que nós estamos tomando medidas, ou seja, nós aprovamos uma lei do presidente Sarney que isentava de tributo todas as publicações de livro no Brasil. Depois, em 2006, nós criamos o Plano Nacional do Livro e Leitura, que articula ações, projetos e programas de incentivo à leitura em todas as regiões do país. Estamos ampliando o nosso Programa Nacional de Bibliotecas Escolares, que vai beneficiar 30 milhões de alunos com a aquisição de novas obras literárias, acesso gratuito a livros de leitura para 5 milhões de crianças de até seis anos de idade, praticamente de 85 mil escolas públicas no Brasil. Nós pretendemos, até o final do nosso mandato, acabar com qualquer município que não tenha biblioteca, ou seja, nós queremos levar biblioteca, uma ou mais de uma, em todos os municípios brasileiros. E nós queremos acabar com isso o mais rápido possível, porque é importante criar condições para as pessoas terem acesso à leitura.
Apresentador: Agora, presidente, mudando um pouquinho de assunto, a seleção brasileira feminina de futebol disputou a Copa do Mundo nesse domingo [30] ae infelizmente perdeu para a Alemanha. O senhor acompanhou o jogo, que mensagem o senhor daria aos brasileiros e à equipe brasileira que disputou a partida?
Presidente: Luiz, eu tive o prazer de assistir o jogo todo pela televisão. Acho que a seleção brasileira enaltece não apenas o nome do Brasil, mas o esporte brasileiro. Acho que essas meninas, que não são tão valorizadas como deveriam ser pelas entidades que cuidam do esporte feminino no Brasil, precisam, na verdade, levantar a cabeça, saber que nós estamos começando um processo muito grande, elas são valorosas, orgulharam o Brasil. Eu acho que nós temos que nos preparar para outros embates, ou seja, essas meninas não podem jogar apenas de quatro em quatro anos ou jogar de quando em quando, é preciso que a gente dê mais atenção ao futebol feminino, porque elas, com esforço próprio, se transformaram em motivo de orgulho para todos nós brasileiros.
Apresentador: Ok, presidente, obrigado e até a semana que vem.
Presidente: Obrigado a você, Luiz.
Apresentador: O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Um abraço para você, em todo o Brasil, e até lá.
Para presidente, é preciso criar condições para que seleção feminina de futebol dispute mais competições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje (1º) a falta de apoio de entidades esportivas à seleção brasileira feminina de futebol. Ontem (30), a equipe brasileira perdeu para o time da Alemanha, por 2 a 0, na final da Copa do Mundo disputada na China.
"Eu tive o prazer de assistir ao jogo todo pela televisão. Acho que a seleção brasileira enaltece não apenas o nome do Brasil, mas o esporte brasileiro. Acho que essas meninas que não são tão valorizadas como deveriam ser pelas entidades que cuidam do esporte feminino no Brasil, precisam, na verdade, levantar a cabeça, saber que nós estamos começando um processo muito grande, elas são valorosas, orgulharam o Brasil" , disse Lula em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.
Para ele, é preciso criar as condições para que as jogadoras brasileiras disputem mais competições. "Acho que nós temos que nos preparar para outros embates, ou seja, essas meninas não podem jogar apenas de quatro em quatro anos ou jogar de quando em quando, é preciso que a gente dê mais atenção ao futebol feminino, porque elas, com esforço próprio, se transformaram em motivo de orgulho para todos nós brasileiros".
Leia a íntegra do Café com o Presidente
Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luiz Fara Monteiro, eu falo direto do estúdio da Radiobrás em Brasília, vamos conversar com o presidente Lula que está em São Bernardo do Campo. Tudo bem, presidente?
Presidente: Tudo bem, Luiz.
Apresentador: Presidente, o senhor visitou, na última sexta-feira [28], as obras da Universidade Federal do ABC em Santo André, São Paulo. Lá, o senhor anunciou dinheiro para outra universidade, a de São Bernardo do Campo. Como é que o senhor avalia os investimentos na educação nessa sua administração, presidente?
Presidente: Luiz, nós tomamos a responsabilidade de resolver, se não toda, grande parte da educação no Brasil. Ou seja, nós estamos andando muito, eu diria, conscientes da responsabilidade que nós temos. Primeiro, nós aprovamos o Fundeb, que é o Fundo Nacional de Manutenção e de Desenvolvimento da Educação Básica, que é na verdade uma coisa extremamente importante para o ensino fundamental. Depois, nós mandamos para o Congresso Nacional, algumas já foram aprovadas, que é um programa de desenvolvimento da educação, que é outra coisa extremamente importante. E nós estamos fazendo um investimento em todas as áreas da educação. Você está lembrado que nós aumentamos de oito para nove anos o tempo de permanência de uma criança na escola, você está lembrado que nós resolvemos fazer investimento nas escolas técnicas profissionais e estamos resolvendo o problema do ensino universitário. Ou seja, nós estamos trabalhando, Luiz, para ver se nós recuperamos o tempo perdido. Não é uma tarefa fácil, é uma tarefa muito difícil e o meu compromisso e o compromisso do ministro da Educação é terminarmos o nosso mandato em 2010 com mais dez universidades federais novas, com 48 extensões universitárias e ao mesmo tempo fazer 214 escolas técnicas profissionais. Esses são números importantes porque são na verdade compromissos políticos, éticos e educacionais com a sociedade brasileira para ver se a gente recupera sabe, o quanto tempo nós ficamos sem fazer os investimentos adequados na área de educação.
Apresentador: Presidente Lula, o senhor acabou de falar aí das ações que estão em andamento. Já dá para sentir as mudanças na vida das pessoas, principalmente jovens e crianças?
Presidente: Olha, já dá para sentir, se você pegar os números publicados pelo IBGE você vai perceber que tem havido uma melhora substancial, ou seja, tanto do ponto de vista quantitativo quanto do ponto de vista qualitativo. Ou seja, é crescente o número de crianças de 7 a 14 anos na escola, é crescente o número de crianças de 5 a 6 anos na escola, é crescente o número de jovens de 15 a 17 anos. Ou seja, nós crescemos praticamente em 13,2% o número de jovens universitários no Brasil. Esses são números que são promissores, são números que me deixam otimista, mas, ao mesmo tempo, são números que me cobram todo dia que nós temos que fazer ainda mais para que a gente possa desde o ensino fundamental, da pré-escola até a formação dos nossos doutores, que nós façamos os investimentos que tivermos que fazer para que o Brasil recupere o atraso a que ele foi submetido ao longo de décadas nesses últimos tempos.
Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, hoje falamos sobre os investimentos do governo na área de educação. Presidente, na última semana o senhor visitou a Academia Brasileira de Letras. O brasileiro ainda lê pouco, dá para mudar essa realidade no nosso país?
Presidente: Olha, na verdade o brasileiro lê pouco porque é preciso que a gente adquira o hábito de ler, a começar da escola. Por isso é que nós estamos tomando medidas, ou seja, nós aprovamos uma lei do presidente Sarney que isentava de tributo todas as publicações de livro no Brasil. Depois, em 2006, nós criamos o Plano Nacional do Livro e Leitura, que articula ações, projetos e programas de incentivo à leitura em todas as regiões do país. Estamos ampliando o nosso Programa Nacional de Bibliotecas Escolares, que vai beneficiar 30 milhões de alunos com a aquisição de novas obras literárias, acesso gratuito a livros de leitura para 5 milhões de crianças de até seis anos de idade, praticamente de 85 mil escolas públicas no Brasil. Nós pretendemos, até o final do nosso mandato, acabar com qualquer município que não tenha biblioteca, ou seja, nós queremos levar biblioteca, uma ou mais de uma, em todos os municípios brasileiros. E nós queremos acabar com isso o mais rápido possível, porque é importante criar condições para as pessoas terem acesso à leitura.
Apresentador: Agora, presidente, mudando um pouquinho de assunto, a seleção brasileira feminina de futebol disputou a Copa do Mundo nesse domingo [30] ae infelizmente perdeu para a Alemanha. O senhor acompanhou o jogo, que mensagem o senhor daria aos brasileiros e à equipe brasileira que disputou a partida?
Presidente: Luiz, eu tive o prazer de assistir o jogo todo pela televisão. Acho que a seleção brasileira enaltece não apenas o nome do Brasil, mas o esporte brasileiro. Acho que essas meninas, que não são tão valorizadas como deveriam ser pelas entidades que cuidam do esporte feminino no Brasil, precisam, na verdade, levantar a cabeça, saber que nós estamos começando um processo muito grande, elas são valorosas, orgulharam o Brasil. Eu acho que nós temos que nos preparar para outros embates, ou seja, essas meninas não podem jogar apenas de quatro em quatro anos ou jogar de quando em quando, é preciso que a gente dê mais atenção ao futebol feminino, porque elas, com esforço próprio, se transformaram em motivo de orgulho para todos nós brasileiros.
Apresentador: Ok, presidente, obrigado e até a semana que vem.
Presidente: Obrigado a você, Luiz.
Apresentador: O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Um abraço para você, em todo o Brasil, e até lá.
Crédito da imagem: Schu.xu
(Envolverde/Agência Brasil)