21/01/2011

Governo pretende oferecer bolsas de estudo para atrair pesquisadores brasileiros de volta ao país

Brasília – A oferta de bolsas de estudo é uma das formas com que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, pretende atrair pesquisadores brasileiros de volta ao país. A ideia é que os cientistas que estão no exterior voltem a desenvolver seus estudos no Brasil por um período – dois anos, por exemplo – uma espécie de bolsa sanduíche.

Atualmente, a chamada bolsa sanduíche permite que o brasileiro pesquise no exterior e depois retorne ao país. O plano, ainda em fase de elaboração, está a cargo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O governo vai oferecer a bolsa por um período determinado. Caso haja interesse do pesquisador em continuar no Brasil, haverá a possibilidade de fazer um acordo com o instituto ao qual estará vinculado, informou o ministro.

Segundo ele, será necessária a elaboração de um levantamento para apontar o número de pesquisadores que atuam fora do país. De acordo com Mercadante, somente nos Estados Unidos, cerca de 3 mil brasileiros dão aulas em universidades. O ministério irá mapear também quais áreas de pesquisa necessitam de mais cientistas.

Um dos motivos que levam pesquisadores a sair do Brasil é o baixo valor das bolsas de mestrado e doutorado em comparação às oferecidas por outros países. Mercadante prevê que o valor da bolsa seja maior, já que o pesquisador irá receber uma ajuda de custo enquanto ficar no Brasil.

“Há interesse, há disposição [de estimular o retorno dos pesquisadores]. Vamos oferecer bolsas para que esses pesquisadores venham para o Brasil, inclusive talentos estrangeiros”, disse nesta quinta-feira (20) ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.

No programa de entrevista, o ministro anunciou ainda a criação de um portal, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, para que os cientistas possam trocar informações com institutos nacionais de pesquisa.

Edição: Lílian Beraldo
(Envolverde/Agência Brasil)

 
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