12/11/2008

Governo formará 10 mil jovens em programação de computador em 2009

 

Por Lisiane Wandscheer, da Agência Brasil

Brasília - Os ministros de Ciências e Tecnologia, Sérgio Rezende, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinaram nesta terça-feira (11), um acordo para a ampliação do Projeto ForSoft. O objetivo é formar 10 mil jovens, em 2009, em programação de computadores. Os estudantes serão selecionados em comunidades carentes.



Para o ministro, Carlos Lupi, o curso vai possibilitar ao jovem se formar numa das áreas que mais avançam e geram empregos em todo o mundo. “Esse curso capacita e dá oportunidade ao jovem de ter um emprego melhor remunerado”, afirmou Lupi.



“O programa forma jovens e conta com o comprometimento das empresas de contratarem uma parcela deles. O que precisamos agora é da adesão do maior número de empresas de tecnologias de informação. Todas estão convidadas”, disse o ministro Sérgio Rezende.



O ForSoft é desenvolvido em parceria com a iniciativa privada. O governo entra com o recurso para produção do material didático. Para o próximo ano estão previstos R$ 7 milhões. A iniciativa privada contrata os professores, os monitores e o local onde serão realizados os cursos, de acordo com as necessidades regionais.



Em 2009, o programa terá algumas modificações. Será ampliado para as micro e pequenas empresas, que poderão atuar em consórcios para realizar os cursos. As empresas se comprometem com a contratação de um percentual dos alunos formados. Antes era de 10% e no próximo ano será de 30%.



Para evitar a evasão será alterada a duração do curso. Antes as aulas eram semanais e o curso se estendia por mais de um ano. Agora ele será diário, durante seis meses.


A estudante Clélia Oliveira, 22 anos, fez o curso e já está empregada. Ela foi selecionada pela empresa Stefanini IT Solutions. “O curso está influenciando bastante a minha vida. Jamais teria conseguido um emprego como esse. A Steffanini é uma empresa muito cobiçada por nós, porque trabalha justamente com o que a gente está aprendendo.”



O gerente de negócios da empresa Stefanini, em Brasília, Humberto Sampaio, disse que é uma experiência muito gratificante. “Estamos muito satisfeitos com o desempenho dos contratados. As empresas têm, cada vez mais, de ter mão-de-obra qualificada, mas sem o curso eles jamais entrariam na Stefanini.”



Desde 2006, a Secretaria de Ciências e Tecnologia, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) desenvolve uma experiência piloto. O governo investiu R$ 4 milhões para a produção de cartilhas e DVDs. Dos cerca de 1300 alunos que iniciaram o curso, 350 jovens concluíram e 50 estão empregados.

 

 


(Envolverde/Agência Brasil)

 


  
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