07/12/2006

Governo Federal e universidades unem-se para combater o desemprego entre os jovens

A parceria entre Governo Federal e instituições de ensino superior vem criando oportunidades de trabalho para cerca de 3.600 jovens pobres e beneficiando, indiretamente, mais de 10 mil pessoas. São projetos de geração de trabalho e renda como o viveiro de mudas de essências da Amazônia (Mato Grosso), o ateliê de moda e design (Minas Gerais) e outros que foram selecionados por um acordo de cooperação técnica entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Coordenadores destes projetos estão em Brasília para um encontro em que trocarão experiências para a melhoria da gestão de seus trabalhos.

Na abertura do 1º Encontro Nacional do Projeto de Inclusão Produtiva de Jovens, realizada nesta terça-feira (5), a secretária nacional de Assistência Social do MDS, Ana Lígia Gomes, destacou a importância desta ação, lembrando que ela prioriza jovens em situação de vulnerabilidade social e também estabelece parcerias. Ana Lígia salientou a necessidade de uma metodologia de monitoramento e avaliação para maior eficácia do projeto. “Este é um momento de troca de informação muito rico, onde há uma integração de esforços para enfrentar a questão, com a participação das universidades como produtora de reflexão e de pesquisa”, ressaltou.

Para Aidê Cançado, diretora do Departamento de Proteção Social Básica do MDS, a questão da avaliação e do monitoramento são realmente fundamentais para a continuidade dos projetos, assim como a articulação com as demais secretarias do Ministério. Ela estacou a complexidade do trabalho de inserção do jovem no mercado de trabalho devido às pressões, exigências e competitividade. “Nossa preocupação é ampliar a perspectiva de inclusão produtiva e criar um espaço de democratização que estimule o jovem na sua emancipação e organização”, afirmou Aidê.

“Esse governo foi o primeiro a se preocupar com a tragédia que acomete os jovens de hoje: o desemprego na faixa de 18 a 24 anos é o dobro de todos os demais grupos etários. Nós criamos uma sociedade que nega aos jovens a participação na economia”. A afirmativa é do secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer, que esteve no primeiro dia do encontro. Para ele, o aumento da criminalidade e da violência é conseqüência direta da falta de oportunidades para os jovens.

Regina Novaes, secretária nacional adjunta de Juventude, falou sobre a importância da iniciativa que visa combater “um dos problemas mais graves do século 21”. Segundo Regina, a sociedade precisa de soluções criativas principalmente na questão do emprego para os jovens. “Os jovens de hoje têm sentimentos que os de outras gerações não tinham: o medo de sobrar, de morrer de forma precoce e violenta e de sentir-se desconectado num mundo conectado. É preciso pensar em Políticas Públicas para este segmento da população com direitos e oportunidades”, enfatizou.

O 1º Encontro Nacional do Projeto de Inclusão Produtiva de Jovens prossegue até quinta-feira (7). Questões relativas à administração e aplicação de recursos estarão em pauta nos próximos dias. Para a implantação dos 38 projetos selecionados, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome repassou R$ 8 milhões.


SERVIÇO
1º Encontro Nacional do Projeto de Inclusão Produtiva de Jovens
Data: 5 a 7 de dezembro (terça à quinta-feira)
Horário: 9h
Local: ParlaMundi – SGAS 915, Lotes 71/76, Asa Sul, Brasília / DF

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