11/03/2006

Governo e sociedade se unem para alfabetizar jovens

Enfrentar a exclusão social de cerca de três milhões de analfabetos, com idade entre 15 e 29 anos, é o ponto central do projeto Alfabetização de Jovens, que o Ministério da Educação apresentou nesta quinta-feira (9), em Brasília, ao Conselho Nacional da Juventude (Conjuve).

O objetivo do projeto é chegar ao jovem analfabeto e motivá-lo a aprender e a cursar, pelo menos, o ensino fundamental. De acordo com o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, Ricardo Henriques (ao centro, na foto), o trabalho será feito em duas frentes: parceria governamental e mobilização de entidades da sociedade civil. “Nosso objetivo nesta ação é conseguir quebrar as resistências e a vergonha que a juventude tem, no século da informática e das comunicações, de assumir que é analfabeta”, diz Ricardo Henriques.

A parceria compreende uma ação conjunta da Secretaria-Geral da Presidência da República e do Ministério da Educação, por meio do Programa Brasil Alfabetizado, e dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Caberá à sociedade civil a tarefa de mobilização para atrair os jovens para as salas de aula. Estarão nesta atividade os movimentos da juventude ambientalista, dos negros e das mulheres, a União Nacional dos Estudantes (UNE), organizações das favelas e a militância do hip-hop e do rap.

Para motivar o ingresso destes jovens nos centros de alfabetização e depois nas salas de educação de jovens e adultos, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) está desenvolvendo um módulo com temas e conteúdos específicos para este público. Ricardo Henriques explica que o módulo aborda os conteúdos com a linguagem, os interesses e as vocações da juventude, e que seu objetivo é motivá-la e oferecer subsídios ao trabalho dos alfabetizadores.

“Enfrentar o paradoxo e ter milhares de jovens inseridos no mundo do hip-hop e do rap, da informática e das telecomunicações, que têm celulares e não são capazes de ler informações mínimas necessárias para a vivência digna e cidadã, é nosso desafio”, diz o secretário.

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