01/08/2011

Governo do RJ anuncia reajuste salarial de 3,5% para professores; categoria rejeita proposta

O Governo do Estado do Rio de Janeiro encaminhou, nesta segunda-feira (1º), para a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado) um projeto de lei com um reajuste salarial de 3,5% para os professores - a categoria reivindica 26%. Segundo a Secretaria de Educação, o reajuste total pode chegar a 13%, com a incorporação do bônus do programa Nova Escola ao salário. "Estou recebendo várias reclamações dos professores. O pessoal não viu com bons olhos um aumento que está abaixo da inflação e muito longe dos 26% que estamos reivindicando", disse Danilo Serafim, coordenador do Sepe-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro).

Serafim afirma que o foco das negociações agora passa a ser a assembleia legislativa: "Estamos pedindo uma audiência na assembleia e acreditamos que os deputados possam interferir nas negociações. Nossa avaliação é que o governo tem que melhorar esse índice". O governo também anunciou que a partir desta segunda-feira (1º) quem estiver em greve terá o ponto cortado. Caso, após o final da greve, não haja reposição, haverá corte retroativo. Ainda de acordo com a secretaria, há 2,1 mil contratos temporários autorizados e que podem ser utilizados a partir do dia 1º. O coordenador do Sepe disse que "não será com esse mecanismo que o governo irá acabar com a greve". A próxima assembleia da categoria está marcada para quarta-feira (3), a partir das 9h, na Fundição Progresso, Lapa.

Reivindicações

A principal reivindicação dos profissionais em greve é o reajuste emergencial de 26% e o descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativos. Segundo a secretaria, o projeto encaminhado para a Alerj descongela a carreira dos servidores técnico-administrativos. Segundo o sindicato, cerca de 60% dos funcionários aderiram ao movimento e 70% das escolas da baixada Fluminense estão paralisadas. Na capital, a porcentagem é de 50%. No interior, são 30% das escolas que estão sem aula. Já a Secretaria da Educação fala em uma adesão de 1,5% dos 51 mil professores.

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