03/06/2006

Governo do Chile faz concessões a estudantes

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou medidas para aprimorar o sistema educacional do país, numa resposta às exigências de estudantes. Mas, em pronuciamento na televisão nesta quinta-feira (1), Bachelet disse que não pode atender a tudo o que foi pedido. Os estudantes, que haviam ameaçado convocar mais uma greve nacional nesta sexta-feira, ainda não se pronunciaram sobre a oferta presidencial.

Os manifestantes exigem reformas no sistema educacional, inclusive um novo currículo, transporte público gratuito e o fim de uma taxa equivalente a cerca de R$ 80 para o vestibular chileno. Bachelet afirmou que não será possível conceder transporte gratuito, pois o custo disso seria alto demais. As concessões do governo foram feitas em meio a choques entre manifestantes e a tropa de choque.

Gás lacrimogêneo

Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas em choques entre estudantes e a polícia durante uma manifestação na terça-feira (30). Os policiais usaram gás lacrimogêneo e um canhão de água para dispersar a multidão. Quase 500 mil estudantes participaram do protesto.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, condenou a ação da polícia, dizendo que estava "indignada" pelo que chamou de "abusos" sofridos por estudantes. O comandante do esquadrão anti-motins da Polícia Militar, Osvaldo Jara, foi demitido.

Mesmo assim, a tropa de choque usou gás lacrimogêneo e um canhão de água para dispersar uma manifestação estudantil na capital do país, Santiago, na quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo. Este está sendo visto como um grande teste para a nova presidente, que assumiu o cargo há dois meses.

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