22/03/2010

Fortalecido ensino de idioma entre Brasil e EUA

O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o vice secretário de Educação dos Estados Unidos, Anthony Wilder Miller, assinaram na última sexta-feira (19), em Brasília, acordo de cooperação a fim de reforçar parcerias educacionais anteriormente firmadas.

O documento assinado é um anexo ao Memorando de Entendimento na Área de Educação, assinado pelos dois países em 1997 e reafirmado em 1999 e em 2007. O texto dá ênfase à cooperação educacional nas áreas de aprendizado de língua estrangeira e em educação técnica pós ensino médio.

Os governos brasileiro e norte-americano pretendem fortalecer a cooperação e a troca de informações com relação ao aprendizado da língua portuguesa nos Estados Unidos e da língua inglesa no Brasil. Na visão do ministro Haddad, o Brasil pode se beneficiar, por exemplo, da experiência norte-americana no ensino do inglês para falantes de outras línguas. De acordo com ele, a tecnologia usada pelos Estados Unidos para ensinar a população falante de espanhol poderia ser adaptada aos brasileiros.

“Isso vai ser importante, inclusive, para preparar nossos alunos para se tornarem profissionais capazes de receber os turistas que virão ao Brasil por ocasião da Copa do Mundo e das Olimpíadas”, disse o ministro.

Quanto à educação técnica no pós médio, a intenção é estimular o intercâmbio entre alunos e professores das faculdades comunitárias americanas e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia brasileiros. O acordo prevê o incentivo da participação dessas instituições no Programa de Consórcios em Educação Superior EUA-Brasil. O programa é administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no Brasil e pelo Fundo para o aperfeiçoamento da Educação Pós-Ensino Médio (Fipse) nos Estados Unidos.

Outra questão importante abrangida pelo memorando de entendimento, reforçou o ministro, é a equidade. “Os Estados Unidos tem experiências antigas de políticas afirmativas, e nesse momento os dois países discutem o assunto no âmbito dos poderes judiciários.” Para Haddad, o acordo permitirá ampliar as discussões acerca das políticas que dão certo. “Vamos trocar ideias para verificar quais políticas afirmativas atendem efetivamente as populações negras, indígenas ou hispânicas, no caso dos Estados Unidos.”


(Envolverde/Nota 10)

 
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