05/02/2009

Exposição utiliza jogos eletrônicos para apresentar nanociência a estudantes

Por Stefano Azevedo, do Aprendiz

 

Por meio de jogos eletrônicos, apresentar a estudantes dos ensinos fundamental e médio o que é feito nos laboratórios de pesquisa mais avançados do mundo. A proposta é da exposição NanoAventura, na qual a tecnologia da interatividade com o vídeo é utilizada para simular experiências de nanociência - estudo que busca a compreensão e o controle da matéria em escala nanométrica, átomo por átomo, molécula por molécula.



A exposição é itinerante e foi projetada pelo Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Em 2008, primeiro ano de funcionamento, a  NanoAventura recebeu mais de 25 mil  visitantes e passou por quatro cidades brasileiras: Rio de Janeiro, Campinas, São Paulo e Porto Alegre.



As experiências virtuais oferecem oportunidades que de outro modo não seriam possíveis. “O microscópio de tunelamento - que permite a obtenção de imagens de átomos e moléculas utilizando-se uma agulha microscópica - é um equipamento caríssimo, e quem tem vai usar para aquilo que precisa. Não é possível emprestar para alguém aprender como funciona”, explica o engenheiro Marcos Cuzziol, consultor do projeto para desenvolvimento de games. Uma simulação do aparelho faz parte da exposição. Com ela os estudantes fazem o papel de cientistas que precisam descobrir quais medicamentos curam uma célula doente.



Segundo o diretor do museu, Marcelo Sierer, divulgar a nanociência traz uma série de desafios. “A nanociência trata de coisas intangíveis, pequenas demais para serem vistas e concebidas”, diz. Segundo o coordenador do projeto, Marcelo Knobel, a solução para mostrar a escala nanométrica, por exemplo, foi expor como os cientistas chegam até ela, simulando o trabalho que realizam em laboratório.



Todos os jogos são em equipe, e quatro equipes disputam uma gincana. Segundo o diretor Sierer, “a ciência, da mesma forma, tem aspectos competitivos, mas é antes de tudo uma atividade colaborativa”. Para o professor Knobel, “aprender em equipe é um diferencial, não queremos que cada um se isole”, explica.



A educadora Fabiana Toledo, que monitora as visitas, confirma que os jogos são divertidos. “As crianças perguntam se podem jogar o videogame de novo”.



Para conhecer a NanoAventura, é possível agenda grupos escolares no site http://www.mc.unicamp.br/nanoaventura/.


Crédito da imagem:www.sxc.hu

 


(Envolverde/Aprendiz)
 
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Assine

Assine gratuitamente nossa revista e receba por email as novidades semanais.

×
Assine

Está com alguma dúvida? Quer fazer alguma sugestão para nós? Então, fale conosco pelo formulário abaixo.

×