Exposição "A Origem da Escrita" é resultado de projeto desenvolvido por alunos entre 6 e 8 anos
Pinturas, desenhos, trabalhos em barro, fotos, materiais de pesquisa, vídeos, jogo artesanal. Tudo isso está exposto no Instituto Libertas de Educação e Cultura até sexta-feira, e integra a exposição "A Origem da Escrita", aberta à comunidade, fruto do Projeto História Antiga: letras e números, como surgiram. Curiosidades e perguntas como "Quem inventou os números? Quem inventou o desenho das letras? Por que a letra A não se chama B?", dos alunos da Fase 3, deram início à definição do que seria o objeto de estudo das crianças.
Durante o desenvolvimento do projeto, os alunos descobriram a primeira forma de se comunicar através da escrita na história da humanidade: o desenho. Eles experimentaram desenhar de todas as formas: no papel, parede, areia, barro, a partir de projeções, com carvão, com tintas produzidas por eles mesmos, usando terra e outros pigmentos naturais (gema de ovo, beterraba), com barbantes ou pedaços de madeira. As crianças testaram maneiras diferentes de registrar o que viam ou o que imaginavam. Perceberam que, assim como é possível desenhar as letras, também pode-se ler as imagens.
Na exposição, tecidos pretos simulam uma caverna. Dentro dela, vários desenhos e pinturas dos alunos nas paredes e no teto. O ambiente escuro foi proposital. Cada visitante entra com uma lanterna para que a luz sobre o que se vê possa dar um efeito curioso.
Além das pesquisas em livros, revistas, consultas à internet, as crianças assistiram ao filme "A História da Escrita" e visitaram a Gruta da Lapinha, em Lagoa Santa. Nas paredes do espaço onde acontece a exposição, relatos dos alunos, sob a forma de redação ou imagens, da percepção de cada um em cada etapa do projeto. Em um DVD, gravado dentro de sala de aula, sem a presença sequer do cinegrafista, as crianças contam como o projeto se originou e dão depoimentos espontâneos de seu aprendizado nesse sentido.
As crianças puderam ampliar seus conhecimentos, compreendendo o mundo que as rodeia e confrontando-o com uma época do passado distante. Além disso, esse trabalho colocou-as no papel de historiadores, já que precisaram agir dentro do espaço de procedimentos que estruturam o fazer histórico: levantando questões sobre os eventos que são investigados, utilizando vocabulário relacionado aos eventos estudados, procurando formas de representar um tempo que não é o que lhes é contemporâneo.
O Instituto Libertas de Educação e Cultura fica na rua Arquiteto Raffaello Berti, 637, ao lado do Palácio das Mangabeiras.