21/03/2006

Estudantes têm dificuldade em lidar com direitos humanos

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2005 revelou que os alunos não estão preparados para resolver problemas do dia-a-dia. Quando esses problemas envolvem questões éticas e morais, os estudantes se mostram ainda mais despreparados.

Os dados, analisados agora, mostram que a maior dificuldade dos alunos de escolas privadas e públicas é propor soluções para problemas como trabalho infantil e, ao mesmo tempo, demonstrar respeito aos direitos humanos.

Dentre as cinco competências avaliadas pelo exame, essa foi a que os estudantes apresentaram as menores médias. Para o diretor de Avaliação da Certificação por Competência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Ataíde Alves, as escolas precisam melhorar a formação ética e moral do estudante brasileiro.

"Todo mundo precisa saber aritmética. Todo mundo precisa saber a língua culta, ciências, história e geografia. Mas há que se complementar com componentes educacionais que envolvam atividades culturais e de natureza social que te possibilitem formar o verdadeiro cidadão", lembra Alves.

Na tentativa de motivar as escolas, o Ministério da Educação (MEC) criou em 2004 o Programa Ética e Cidadania. Por meio dele, este ano, 170 escolas públicas vão receber incentivos financeiros para seguir com projetos de promoção da ética e cidadania na sala de aula.

De acordo com o ministério, serão R$ 5 mil por escola este ano. Do total de beneficiadas, 120 são de ensino médio e 50 do ensino fundamental. Para receber o incentivo, a instituição precisava estar entre as 1,6 mil ligadas ao programa governamental.

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