07/11/2007

Estudantes procuram intercâmbio aliado a trabalho fora do Brasil

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a experiência de estudar fora do país pode ser um diferencial importante na disputa por uma vaga de emprego. Entretanto, se inserir nesse mundo globalizado custa caro. Além de gastos com passagens aéreas e matrículas, o custo da manutenção do aluno no país estrangeiro encarece muito o processo. Uma alternativa para reduzir os custos é buscar destinos que permitam o estudo aliado ao trabalho. Atualmente, Inglaterra, Irlanda e Austrália são os únicos que autorizam essa prática e tornaram-se os preferidos dos brasileiros em terras estrangeiras.

A orientadora da agência de intercâmbio Student Travel Bureau (STB), Angélica Breda, comenta que esses são empregos incentivados pelos governos locais, mas que visam a apenas que o aluno consiga manter seus estudos no país e viajar para conhecer a cultura local. "São empregos informais e depende muito do nível de inglês de cada um. É importante encarar esse trabalho como algo que irá trazer amadurecimento e não uma evolução nas habilidades profissionais. É algo operacional", explica.

Paulo Gustavo Brasil Machado, que irá se formar no curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) no final do ano, planeja uma viagem para a Austrália para enriquecer seu currículo. "Meu irmão já está lá há mais de um ano e será uma ótima oportunidade para investir na minha carreira. Tenho que aproveitar esse momento, em que não estou preso a nada aqui, para viajar e conhecer outras influências. O gasto inicial é um pouco alto, mas a idéia é conseguir um emprego que ao menos, me mantenha lá", disse.

Apesar de serem mais flexíveis que outros países da Europa e da América do Norte, Austrália, Inglaterra e Irlanda também possuem regras específicas de imigração. O governo inglês permite que apenas alunos matriculados em programas de no mínimo 24 semanas recebam permissão para trabalhar. Na Austrália, esse período é de 14 semanas. Angélica comenta que outros países pretendem abrir suas portas para "estudantes trabalhadores". "A Nova Zelândia tem intenção de abrir esse espaço. No Canadá o aluno pode estudar por três ou seis meses, e depois trabalhar durante um período igual", explica.
(Envolverde/Nota 10)


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