03/11/2008

Estudantes buscam soluções para problemas comunitários

 

Por Talita Mochiute, do Aprendiz

Na cidade de Imperatriz (MA), localizada a cerca de 600 quilômetros de São Luís, a população de baixa renda usa água salobra (de poço) para lavar roupas e panelas. Mas as roupas estragam e as panelas oxidam rapidamente, pois esse tipo de água apresenta alta concentração salina.

 

Diante dessa realidade, os estudantes do Ensino Médio, Gabriel Braga Castro e Fernanda Rodrigues, do Complexo Educacional Dom Bosco, desenvolveram um condensador alternativo, utilizando materiais de baixo custo, para dessalinizar a água salobra e obter a água destilada (imprópria ao consumo, mas útil ao uso doméstico). Os jovens apresentaram o projeto na Mostra Internacional de Ciências e Tecnologia (Mostratec), realizada em Novo Hamburgo (RS).

 

Antena parabólica, espelhos, cano PVC e garrafa plástica serviram para a construção do protótipo. A superfície côncava da antena foi forrada de espelhos. Dessa maneira, a energia solar é refletida com mais intensidade para o condensador, feito de cano e garrafas. Com o calor, a água salobra sofre evaporação. Na segunda fase, os vapores se condensam. No final do processo de destilação simples, o sal fica em um recipiente acoplado na ponta do PVC e a água destilada em outro.

 

De acordo com Gabriel, o protótipo dessaliniza uma pequena quantidade de água, mas é possível, com o aprimoramento do projeto, aumentar a capacidade e criar um equipamento de baixo custo para a população.

 

"Eu fico muito contente em associar o que aprendemos na escola com a prática. E mais ainda com a possibilidade de ajudar as pessoas ao meu redor", afirmou Gabriel.

 

Outra proposta voltada aos problemas comunitários é da nigeriana Emeka Precious, 14 anos. A jovem desenvolveu um processo para obter etanol da polpa da mandioca. A idéia surgiu da observação da realidade local.  Emeka observava o desperdício de mandioca e procurou um modo de reaproveitar esse recurso.

 

Segundo a estudante, por meio de um processo de fermentação, que dura em média 5 dias, e depois da destilação, é possível obter da polpa da mandioca etanol e lodo. “O etanol pode ser usado como fonte de energia. Já o lodo serve para alimentar os animais”, explicou Emeka.

 

Crédito da imagem:Sxc.hu

 

(Envolverde/Aprendiz)

 


  
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