20/11/2017

Escolas integrais oferecem alfabetização científica

Incentivar os estudantes para que aprendam Ciências de forma prazerosa e se interessem pela sua produção é o objetivo das oficinas de Práticas de Ciência e Tecnologia, oferecidas nas escolas da Prefeitura que têm ensino integral. Nas de Paleontologia, os jovens estudantes chegam a se transportar para cenas de filmes de ficção científica.

É o caso de Gabriel Gilson Schneider Zene, do 5º ano da Escola CEI Maestro Bento Mossurunga, no Alto Boqueirão, que tem predileção pelo tema. Dono de livros e brinquedos sobre dinossauros, ele conta que ficou emocionado com a oportunidade de saber mais sobre o assunto. “Eu queria estar no Jurassic Park I e ser um paleontólogo de verdade”, diz o menino, que também escreveu uma peça de teatro baseada no tema e que foi encenada com a ajuda de colegas.

Gabriel é um dos cerca de 170 estudantes que frequentam as oficinas dirigidas pela pedagoga e professora Carla Marthendal. Com 25 anos de sala de aula, esse ano a educadora aceitou o desafio de participar da formação sobre Paleontologia - curso previsto na parceria entre a Secretaria Municipal da Educação e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Ministrado pelo professor da UFPR Robson Bolzon, no primeiro semestre, o curso agradou aos professores e superou as expectativas dos estudantes. À medida que adquiriam os conhecimentos, os educadores faziam atividades práticas em sala.

“Primeiro simulamos a formação de fósseis em grupos. Depois, eles escavaram cada camada com ferramentas próprias e começaram a relacionar as informações gravadas nas peças com os tempos geológicos e a biodiversidade. Ficaram encantados”, conta Carla, referindo-se às experiências usando conchas, folhas e ossos dispostos em camadas entremeadas com areia e gesso.

Curiosidade científica – O aprendizado acumulado nas duas aulas semanais conjugadas acendeu a curiosidade e o senso de observação da garotada. Henrique Bodziak Myzsynck, do 3º ano da mesma escola, é um exemplo. Atento ao que vê na natureza, deparou-se com um mosquito preso em resina vegetal. Prontamente, coletou a peça e levou para a professora ver e explicar do que se tratava.

“Isso é letramento científico. As crianças estão treinando o olhar, compartilhando dúvidas e, a partir de um certo momento, tirando suas próprias conclusões”, completa Carla. Com isso, diz, seus estudantes são capazes de ver um filme e identificar o que aconteceu de fato.

Além de Paleontologia, na modalidade Educação Integral, os estudantes da rede municipal de ensino também têm acesso ao conhecimento de ciências como Astronomia, Geologia e Microbiologia.

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