Ericsson investe mais de R$ 4 milhões em sete projetos da UFPE
Sete projetos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) receberão investimentos da Ericsson Telecomunicações. A multinacional sueca selou acordos no úçtimo dia 9 com o Centro de Informática (CIn) e o Departamento de Física (DF), que, respectivamente, vão receber cerca de R$ 4 milhões e R$ 90 mil. O Grupo de Pesquisas em Redes e Telecomunicações, do Centro de Informática (CIn), desenvolverá seis projetos ao longo de 18 meses. Já o DF realizará um pré-estudo na área de fotônica e microondas, durante seis meses.
Segundo a pesquisadora Judith Kelner, umas das coordenadoras do grupo do CIn, a Ericsson começou a investir em projetos do Centro de Informática há um ano e meio, já tendo aplicado R$ 1,2 milhão em pesquisas nas áreas de rede e telecomunicações. Anderson Gomes, do Departamento de Física, foi o pioneiro na atração de recursos da empresa sueca para pesquisas na UFPE. Nos últimos cinco anos, realizamos três grandes projetos com a Ericsson, obtendo bons resultados.
Com R$ 7 milhões em financiamento, o físico e seu grupo pesquisaram amplificadores ópticos para uma nova banda em comunicações ópticas, que ainda não é utilizada. O resultado gerou um protótipo que pode ser desenvolvido em equipamento num futuro próximo. O pré-estudo, objeto da mais recente parceria, é voltado para uma nova área, com o objetivo de solucionar problemas de sinal de celular em locais fechados como, por exemplo, elevadores. Realizaremos uma prospecção técnico-científica no mundo todo, explicou Gomes.
Para a assinatura dos mais novos projetos envolvendo a Ericsson e a UFPE, estiveram na Universidade, esta semana, três representantes da empresa. Da matriz, vieram o pesquisador Gunnar Edwall e o vice-presidente do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento, Trond Fiedje, acompanhados do diretor de Pesquisas da Ericsson no Brasil, Eduardo Oliva.
Estamos muito felizes com os resultados das pesquisas. Queremos construir uma cooperação de longo prazo e por isso investimos na criação de laboratórios na UFPE, afirmou Fidje. O grupo da empresa visitou os laboratórios oriundos das parcerias e ficou satisfeito com o que encontrou. Vi uma boa interação. É uma cooperação boa e aberta entre as partes do projeto, destacou o vice-presidente.
FUTURO - De acordo com Trond Fiedje, no Brasil, a UFPE e Unicamp são as duas instituições que recebem mais recursos da empresa de telecomunicações para a realização de pesquisas. Os resultados obtidos com a Física são muito importantes para nós e os resultados futuros também serão, destacou. Para Eduardo Oliva, esse é o tipo de cooperação em que a UFPE e a Ericsson se desenvolvem juntas. Não temos apenas uma transferência de conhecimento da universidade para a empresa.
Ao assinar os documentos que vão viabilizar os projetos, o reitor Amaro Lins destacou que a UFPE e a Ericsson têm os mesmos objetivos. Vamos ser bons parceiros e trabalhar na mesma direção, afirmou. Os representantes da multinacional foram ainda recebidos pelo pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Celso Melo, e pela diretora de Inovação e Empreendedorismo, Ana Cristina Fernandes, que apresentaram ao grupo visitante o Manual de Propriedade Intelectual da UFPE, recentemente lançado.