Ensino especial: países da União Européia não têm docentes preparados
Espanha, Itália, Reino Unido e República Checa são alguns dos poucos países da União Européia onde existem docentes especializados na integração de alunos com necessidades especiais e de crianças imigrantes.
A conclusão é de um estudo elaborado pela Rede de Informação sobre Educação na Europa (Eurydice). O documento faz também referência a Portugal, indicando que é dos poucos países da União Européia (juntamente com a Holanda e Reino Unido) que têm levado a cabo uma reflexão completa sobre o papel dos professores, levando a uma renovação global do seu estatuto e condições laborais.
O documento, que analisa a autonomia pedagógica e as condições laborais dos professores nos 27 Estados-membros da União Européia (UE), Noruega, Islândia e Principado de Liechtenstein, lamenta que o resto da Europa não siga o exemplo da Espanha, Itália, Reino Unido e República Checa.
Segundo o estudo, são "escassos" os países europeus que criaram funções específicas dentro das escolas para ajudar os estabelecimentos de ensino a lidar com "questões sociais mais globais", como a integração de alunos imigrantes e com necessidades educativas especiais, a diversidade social e a igualdade de oportunidades para os estudantes com dificuldades. A Eurydice sublinha a importância destes professores, que fazem a ligação entre a escola e as famílias.
*Texto adaptado do site Público - Portugal
(Envolverde/Aprendiz)