Enem valerá como 1ª etapa do vestibular 2012 da UFMG
A direção da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informou hoje que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será usado como a primeira etapa do vestibular de 2012. O Enem está com inscrições abertas até 10 de junho e pela segunda vez substituirá as provas iniciais do processo de seleção da instituição. A pró-reitora de graduação da UFMG, professora Antônia Vitória Aranha, afirmou que não haverá outra forma de ingresso na instituição que não seja o exame realizado pelo Ministério da Educação (MEC). "Quem quiser fazer o vestibular da UFMG, deve se inscrever no Enem. Não fará as provas quem não se inscrever", disse, referindo-se à segunda etapa do vestibular, prevista para a primeira quinzena de janeiro do ano que vem.
No último vestibular, estudantes recorreram à Justiça para fazer as provas da segunda etapa por causa de uma série de problemas no Enem. Antônia também confirmou as novas regras para o processo seletivo da instituição, que incluem provas de português e literatura brasileira para 44 cursos, antes dispensados destes exames. Outra mudança afetará os candidatos a uma vaga no curso de Gestão de Serviços de Saúde, que serão submetidos também a uma prova de matemática, além das que já estavam previstas.
Até então, as provas de português e literatura brasileira na segunda etapa eram exigidas apenas dos candidatos aos cursos de Letras, Comunicação, Teatro e Dança. A professora justificou a mudança com a necessidade de "avançar com o perfil do estudante da UFMG, no sentido de que ele tenha mais habilidades de interpretação e de leitura, fundamentais em qualquer área do conhecimento". No entanto, dos estudantes dos demais cursos não serão cobradas leituras de livros. Já os candidatos a um destes quatro cursos deverão ler "Espumas flutuantes", de Castro Alves; "Joias de família", de Zulmira Ribeiro Tavares; "Infância"; de Graciliano Ramos; e "Dom Casmurro", de Machado de Assis. "Mar Absoluto", de Cecília Meireles, também estava na lista inicial, mas sua leitura não será mais obrigatória, pois as edições da obra estão esgotadas.