Em SC, escolas fazem gincana sobre os ODM
Por Talita Bedinelli, do PNUD
Colégios estaduais de Santa Catarina vão participar de jogos virtuais sobre os Objetivos do Milênio e farão projetos para suas comunidades.
Estudantes do primeiro ano do ensino médio de escolas estaduais da Grande Florianópolis vão participar de uma gincana virtual para elaborar projetos resolver questões relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM — uma série de metas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015 e que envolvem temas como pobreza, educação, igualdade de gênero, saúde e meio ambiente). Os jogadores vão responder a perguntas sobre desenvolvimento sustentável e sobre as características socioeconômicas de Santa Catarina, resolver problemas de um município fictício e, ao final, preparar um projeto a ser aplicado em comunidades.
Os melhores trabalhos vão receber R$ 500 da organização não-governamental Ashoka, uma instituição internacional que apóia empreendedores sociais e é parceira na Gincana do Milênio, como é chamada a atividade. A iniciativa é da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina e da Fundação CERTI (Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras) e conta com o apóio do PNUD. “A gincana tem o objetivo de divulgar os ODM para os jovens. São eles que vão herdar o mundo com os Objetivos do Milênio implementados em 2015”, diz a assistente de programas do PNUD em Santa Catarina, Juliana Dei Svaldi Rossetto.
O jogo é dividido em duas fases. A primeira é chamada pelos organizadores de "desafio de aprendizagem". Nessa etapa, os alunos inscritos no jogo são divididos em equipes de quatro a oito membros e instruídos a acessar uma biblioteca virtual com informações sobre o desenvolvimento sustentável e os Objetivos do Milênio. Depois, responderão a um questionário a respeito dos conceitos aprendidos e das características de Santa Catarina. “Eles vão ter que escolher, por exemplo, uma alternativa entre várias que aponte uma ação de desenvolvimento sustentável, ou descobrir qual região é o pólo têxtil do Estado. Se eles acertarem, pontuam, se errarem, o jogo diz a opção correta e explica o porquê”, conta Carlos Assuiti, diretor de operações do Instituto Sapientia, outro organizador da atividade.
Ainda nessa fase do jogo, os alunos terão de gerir um município fictício, com características sociais e ambientais próprias, onde acontece um furacão. Os estudantes deverão tomar decisões para lidar com os problemas sociais, econômicos e ambientais da catástrofe. “No final do jogo, eles vão entender que o furacão não está só relacionado à questão ambiental, mas que se a natureza está se modificando devido a problemas econômicos e sociais”, ressalta Assuiti. Todas essas atividades correspondem a 40% da pontuação da gincana.
Os outros 60% são relativos ao "desafio de transformação", em que os estudantes desenvolvem um projeto que poderá ser aplicado nas comunidades. A escolha da questão a ser abordada fica a critério dos próprios participantes. “O projeto deverá focar o desenvolvimento sustentável e tem o objetivo de produzir resultados concretos. Não basta os alunos se tornarem especialistas nos temas estudados, eles só vão se transformar quando fizerem alguma coisa prática”, defende Assuiti. O melhor projeto de cada escola, que será escolhido por uma banca de professores, vai ser apresentado em uma feira em meados de dezembro. No evento, representantes da ONG Ashoka vão selecionar os vencedores da gincana. Cerca de 30 iniciativas serão contempladas.
A atividade dura cinco semanas. As escolas interessadas em participar devem entrar em contato com a coordenação da gincana para fazer o cadastro até 3 de novembro. (PrimaPagina)