Em Portugal, 47 mil professores ficam de fora da lista de contratação
Por Redação do Aprendiz
Dos mais de 50 mil professores portugueses que se candidataram à contratação para o ano letivo 2008/09, apenas quatro mil obtiveram colocação. Os números são semelhantes aos do ano passado, quando ficaram por colocar 49 mil dos 55 mil candidatos.
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) de Portugal fala em "desastre". "O drama maior é que as escolas precisam dos professores, só no critério do Ministério da Educação é que não. E agora vamos ter alguns destes professores recebendo subsídio de desemprego quando podiam ser úteis às escolas", afirma Francisco Almeida, da Fenprof. O dirigente sindical explica que "as turmas nas escolas são muito grandes e é preciso reduzir o número de turmas por professor, que assim não conseguem estabelecer relação afetiva e pedagógica".
Já para a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), há uma "clara insuficiência de oferta educativa" e um "desperdício de muitos profissionais qualificados". Em comunicado, a FNE aponta que "o número significativo de professores que se mantém em regime de contrato deve-se à incapacidade do Ministério da Educação para determinar as necessidades concretas das escolas e integrar os contratados nos quadros".
*Texto adaptado do jornal Correio da Manhã - Portugal
(Envolverde/Aprendiz)