27/10/2006

Educadores querem ajuda dos físicos

Por Ionice Lorenzoni, do MEC

Como os físicos brasileiros podem ajudar a melhorar a qualidade do ensino da física na educação média? A resposta a este desafio começou a ser discutida nesta quarta-feira (25), na Semana da Física promovida pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus (BA). O evento, que tem como tema central O Futuro da Física no Brasil, vai até sexta-feira (27).

Para o secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Ronaldo Mota, que vai participar dos debates na Uesc, o país convive, de um lado, com a excelência da pesquisa e, de outro, com a baixa qualidade do ensino da física na educação média. A alta qualificação dos físicos brasileiros se verifica na participação na produção científica mundial, que atinge índices de 2% a 3%, e na formação de cerca de cem novos pesquisadores por ano.

O desafio, diz o secretário, é motivar os pesquisadores da área, que são mais de dois mil, para que atuem também na qualificação dos professores da educação básica com a orientação de teses, produção de livros didáticos, divulgação científica e de eventos que ajudem a valorizar a ciência entre professores e estudantes. Para Ronaldo Mota, que é doutor em física, encontros como a Semana de Física da Uesc ajudam a encurtar o caminho entre os profissionais da área e a educação e a buscar saídas. A preocupação, explica, não é apenas do MEC e dos educadores, ela é também da Sociedade Brasileira de Física, que está comprometida com a qualidade.

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