04/10/2012

Educação Superior: a cooperação como caminho para o desenvolvimento

*Carolina Fraga

A colaboração pode ser uma alternativa viável para o desenvolvimento institucional e acadêmico das Universidades brasileiras. É nisso que acredita a Oficina de Cooperación Universitária – OCU, associação sem fins lucrativos espanhola que atualmente atende 100% do mercado universitário daquele país, com atuação voltada para o desenvolvimento de sistemas e modelos de gestão em colaboração entre as Instituições. Em visita ao Brasil na última semana, diretores da OCU estiveram em Belo Horizonte para discutir, em conjunto com a Carta Consulta e a CONSAE, o programa “Acordos Bilaterais”, que levará à Espanha, entre os dias 03 e 11 de  novembro, uma turma de gestores de Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras que viajarão para desenvolver convênios com as principais Universidades Espanholas.

A visita faz parte do projeto Reuniões Técnicas Internacionais - RTI, promovido desde 2008 pela Carta Consulta. Em sua primeira incursão à Espanha, esta edição da RTI tem como objetivo promover o desenvolvimento de acordos bilaterais entre instituições brasileiras e espanholas e também apresentar as atividades geradas em regime de colaboração pelas Universidades que compõem a OCU, especialmente na área de tecnologia e gestão da informação.

Criada em 1994, a OCU congrega as grandes universidades da Espanha: Salamanca, Alcalá, Carlos III de Madri, Castilha (La Mancha), Rey Juan Carlos e Valladolid. Também faz parte da Oficina o Banco Santander.

Para o Coordenador do MBA Administração Acadêmica & Universitária, Diretor Executivo da Carta Consulta e um dos especialistas que acompanhará o grupo durante o programa, professor Wille Muriel, é preciso reconhecer que a competição tem um custo altíssimo para as organizações educacionais e a colaboração é um bom caminho para tempos de grandes desafios. “A profissionalização da gestão das Instituições de Ensino Superior poderá contribuir significativamente para o alcance de todas as benesses que a cooperação pode oferecer”, conta ele.

Além de conhecerem como funciona o modelo de cooperação praticado pela OCU, os diretores das Universidades brasileiras participarão de reuniões, estudos de casos e treinamentos nas Faculdades de Castilla La Mancha - Premiada com Selo de Ouro do Modelo de Qualidade EFQM (European Foundation for Quality Management), Universidad Politécnica de Cartagena e Universidad de Alcalá.

Ao final da RTI, cada Instituição representada deverá apresentar um projeto, de acordo com os objetivos do Programa. Para o professor Wille Muriel, a intenção é que os acordos realizados se transformem em oportunidades concretas para as IES. Segundo ele, esses resultados devem ser medidos tanto na melhoria da oferta educacional no ensino, pesquisa e extensão como no desenvolvimento da imagem da marca institucional; no intercâmbio cultural e de conhecimento; na área financeira e na implantação de estratégias de captação, permanência de alunos e política de egressos.

 

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