|
Objetivo é ajudar alunos com distorção idade-série nos anos iniciais do Fundamental.
Uma vez por mês, a professora Hilma Cassiano de Assis, do Ciep 117 – Carlos Drumond de Andrade, em Nova Iguaçu, leva para a sala de aula um “bolinho” que ela mesma prepara. É para cantar parabéns para os aniversariantes da turma. As crianças adoram. Também é comum utilizar revistas, jornais e letras de música enquanto ensina, bem como espalhar tabuadas, mapas e alfabetos pelas paredes da classe. Com o método, conseguiu a aprovação de todos os seus 35 alunos do quinto ano, a maioria em defasagem idade-série, em 2010. Por causa do bom resultado, pediu, e foi aceita, para lecionar, em 2011, na turma do Programa Aceleração da Aprendizagem – uma proposta pedagógica da Coordenação de Ensino Fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) semelhante à dela.
- Trabalhava o conteúdo de forma interdisciplinar e como se fosse aceleração. Os alunos, de 12 a 14 anos, passaram para o sexto ano e a escola conseguiu um bom resultado no Ideb (índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Fiquei muito feliz de pegar uma turma com defasagem e ver que os estudantes se saíram bem e continuam com notas altas - comemorou Hilma durante encontro pedagógico com professoras que atuam nas turmas do programa na última quinta-feira (24/03).
A proposta pedagógica tem como objetivo contribuir para a melhoria da aprendizagem de alunos com distorção idade-série nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Uma das lições passadas ao grupo, durante a reunião, foi a necessidade de oferecer aos estudantes com dificuldades de êxito escolar um ambiente rico e acolhedor, no qual possam aprender a se organizar e a considerar o estudo e a escola com seriedade e alegria.
Imar Moreira, professora e supervisora da Coordenadoria Regional Metropolitana I, já testou e aprovou algumas recomendações da proposta, entre elas a divisão da turma em vários grupos e a exposição das lições em murais, além de leitura e dever de casa diários.
- É um trabalho muito bonito e funciona de verdade. Temos verificado o bom desempenho dos alunos em Nova Iguaçu - citou Imar.
Pedagogia do sucesso
O trabalho diferenciado tem como objetivo atender às necessidades dos alunos durante o processo de apropriação dos conhecimentos e habilidades considerados indispensáveis à sua reintegração no ensino regular, em séries mais compatíveis com sua idade. Também tem a missão de incutir entre os profissionais da educação a cultura do que a secretaria classifica como “Pedagogia do Sucesso”, tornando-os conscientes de sua participação nas aprendizagens bem-sucedidas, de seu papel na aprovação de toda a turma e de sua atuação pedagógica competente.
- A turma de aceleração tem que ter um professor animado e comprometido. Quem não estiver assim não vai atender ao chamado. Não existe mais tempo para esses alunos serem reprovados ou retidos - destacou a coordenadora de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação, Maria Helena de Carvalho Bard, que ministrou palestra no encontro.
Cada turma do programa terá, no máximo, 18 alunos. Só serão aceitas crianças com dois anos de defasagem. As turmas serão divididas entre os que não foram completamente alfabetizados (nível 1) e os que sabem ler (nível 2). Ao fim do nível 1, os alunos do terceiro ano poderão ser promovidos para a série seguinte ou acelerados para o quinto ano. Já os do nível 2, do quarto ano, irão para o quinto ou sexto ano, conforme o desempenho. Os estudantes com necessidades especiais não serão incluídos no programa. Esses casos devem ser encaminhados à Coordenadoria de Educação Especial, por meio do telefone (21) 2333-0789.
- São necessários a melhor sala, material e o professor mais feliz. Vou encaminhar um documento com essas recomendações aos diretores e providenciar material e formação para os professores. Nesse momento, o desafio é acelerar os nossos alunos - comprometeu-se Maria Helena.
Classe de Aceleração – O que faz a diferença?
• Estabelecer relação de confiança e relacionamento com os alunos; • Intervir com sensibilidade, acolhimento e determinação para recuperar a autoestima dos jovens; • Analisar o processo de aprendizado de cada um e identificar as principais dificuldades para criar ações que quebrem barreiras; • Definir metas de aprendizagem de acordo com as necessidades e características de cada aluno; • Criar, planejar, gerir e avaliar cada situação pedagógica na busca da eficácia no aprendizado coletivo e individua • Criar relações de parceria e colaboração com os pais, e, assim, promover uma comunicação fluente entre os pais e escola.
(Envolverde/Governo do Estado do Rio de Janeiro)
|