Educação a distância cresce no país
Umas das principais ferramentas à democratização do ensino, a Educação a Distância (EAD), ou e-learning, permite que o estudante curse a modalidade de ensino em qualquer lugar, desde que tenha acesso à internet.
Sempre que se pensa em educação, a imagem que vem à cabeça é de uma sala de aula, com os alunos sentados em suas carteiras e o professor frente à lousa. No entanto, com a ajuda das novas tecnologias, este paradigma foi quebrado e as barreiras ao ensino começam a cair, principalmente o espaço físico das escolas.
Umas das principais ferramentas à democratização do ensino, a Educação a Distância (EAD), ou e-learning, permite que o estudante curse a modalidade de ensino em qualquer lugar, desde que tenha acesso à internet.
Tanto a educação básica, quanto a profissional e o ensino superior podem ser aplicadas desta forma. Segundo o Secretário de Educação a Distância do MEC, Ronaldo Mota, a EAD flexibiliza as instâncias de ensino-aprendizagem através da utilização de tecnologias de informação e comunicação. "Em outras palavras, nesse tipo de cursos, os tradicionais conceitos de espaço geográfico e tempo relativizam-se, rompendo com seus significados originais, conforme os interesses de professores e estudantes", acredita. "Por exemplo, imagine um curso com determinada programação disponibilizada na internet, em que o professor esteja coordenando uma sala de chat ou uma lista de discussão em Brasília, e os alunos estejam espalhados pelo país afora", acrescenta.
O secretário lembra que os alunos também podem acessar o conteúdo dos cursos a qualquer momento e não necessariamente nos horários específicos de aulas. "Pode-se dizer que é a educação personalizada, na qual os sujeitos envolvidos têm o relativo privilégio de escolher a melhor forma de ensinar (ou de aprender), além de privilegiar a permuta de conhecimentos em rede e, com isso, propiciar o surgimento de comunidades de aprendizagem", argumenta. No entanto, é preciso lembrar que mesmo sendo realizados a distância, os cursos desta modalidade de ensino contam com uma quantidade pré-determinada de aulas presenciais. "Nossa legislação prevê encontros presenciais que devem ser garantidos para avaliações ou estágios profissionais, por exemplo", lembra Ronaldo Mota. Hoje, 20% do conteúdo da graduação pode ser aplicado virtualmente.
Apesar de os diplomas dos cursos e-learning valerem tanto quanto os cursos presenciais, muitos estudantes ainda se sentem temerosos em cursar uma graduação nesta modalidade. Ronaldo Mota destaca que o MEC está empenhado em mudar esta mentalidade, "ainda arraigada no Brasil, de que só o ensino tradicional forma bons alunos". Para o secretário do MEC, o ensino a distância não é um ensino de pior qualidade. "Pelo contrário. Todos os indicadores que temos visto até hoje, tanto nacional quanto internacionalmente, mostram que os alunos de EAD são iguais ou melhores que os da educação profissional. Não é um aluno de subcategoria", argumenta.
O secretário acredita que a resistência está se desmanchando rapidamente em função da garantia de qualidade que os profissionais da área de educação a distância podem e estão ajudando a consolidar. "É absolutamente compreensível um relativo temor em uma área que envolve inovação e conseqüentemente traga consigo um conjunto de resistências. É salutar a preocupação com garantia de qualidade, bem como evitar interpretações errôneas que pretendam substituir o professor pela tecnologia", opina. "Ao incorporar tecnologias de informação e comunicação no processo educacional o resultado é a valorização do docente. Hoje, temos acadêmicos da mais alta competência em todas as áreas contribuindo com Educação a Distância", acrescenta. Ele ainda lembra que o estudante que cursar a graduação a distância poderá dar continuidade aos estudos em cursos de pós-graduação.