DIPLOMA Entrega do diploma registrado no ato da Colação de Grau. Falta espaço no verso do diploma para apostilamento/averbação/aditamento.
SIC Nº 15/2012
DIPLOMA
Entrega do diploma registrado no ato da Colação de Grau.
Falta espaço no verso do diploma para apostilamento/averbação/aditamento.
Muitas IES não universitárias, também chamadas de “isoladas”, têm procurado a CONSAE, solicitando informações sobre como entregar, no ato da Colação de Grau, o diploma registrado, no lugar do certificado de conclusão de curso de graduação, que não vêm sendo aceitos por órgãos de representação profissional.
É nosso entendimento que basta organização. E escolha da universidade certa, que registre os diplomas em tempo que atenda o calendário da IES não universitária.
Concluído o curso, e toda a documentação dos concluintes estando em perfeita ordem, basta que os professores entreguem os resultados nos prazos previstos.
O modelo do diploma já estará revisado, os dados e documentos digitais e digitalizados serão enviados à universidade registradora, que fará a conferência e dará sinal verde para o envio do processo.
Em prazos estabelecidos entre IES e universidade registradora, os diplomas registrados estarão de volta à IES, que programou a Colação de Grau de acordo com o prazo acertado. Que pode ser de 90 ou 20 dias!
A FAPI – Faculdade de Pinhais/PR, que registra seus diplomas na UNIT - Universidade Tiradentes, de Aracaju/SE, já realiza sua cerimônia de Colação de Grau com entrega de diploma registrado.
Questão que vem afligindo os setores de registro de diplomas é a falta de espaço, no verso dos diplomas, para anotações. Não há como promover apostilamentos/averbações/aditamentos.
Nesses casos - antes mais raros; hoje mais freqüentes, as universidades registradoras acrescentam ao diploma um anexo, que passa a integrá-lo. Trata-se de um papel que é fixado/colado à margem (geralmente a esquerda) do diploma, contendo o respectivo apostilamento/averbação/aditamento.
Não recomendamos a expedição dessas anotações em documento desvinculado fisicamente do diploma. Os documentos legais que tratam de registro de diplomas não tratam do assunto, e não há proibição expressa, mas...
Estes e outros assuntos serão tratados no 15º Curso sobre Processo e Registro de Certificados e Diplomas de Instituições de Ensino Superior, que a CONSAE realizará nos dias 21 e 22 de junho, em São Paulo. Acesse www.consae.net.br/cursos/prdca.
A seguir, dois textos interessantes sobre diplomas.
A APOSTILA
(Muriel)*
Professor catedrático de História da Filosofia famoso, Diretor da Faculdade de Filosofia, tinha por costume assinar tudo com a sua Mont Blanc enorme, imensa assim como uma banana caturra, ou nanica - como se denomina em muitas paragens -, das grandes. Expedia bilhetes nas costas de envelopes e pedaços avulsos de papel, sempre com a tinta verde identificadora de seus despachos - e assinatura extensa, enorme, cobrindo o documento de ponta a ponta. E tudo corria sem problemas.
De repente, devolvem da Reitoria um diploma, assinado pelo Diretor na forma habitual: a inconfundível tinta verde. E a devolução vem com despacho: "Devolver à Faculdade. Os diplomas só podem ser assinados com tinta preta, de preferência nanquim."
Naquele tempo, os serviços de reprografia, iniciantes, só copiavam o que se pusesse em preto e, quando muito, em azul escuro. E a exigência tinha, possivelmente, o sentido válido de propiciar reproduções que pudessem ser tomadas como cópia de documento, em caso de necessidade.
O Diretor coçou a cabeça e pareceu ofendido com o que entendeu como uma admoestação, passada por funcionário "mequetrefe" (como ele mesmo classificava). E convocou-me, como Secretário Geral da Faculdade, ao Gabinete, expondo-me o problema, para o qual já tinha uma solução - e da qual não arredou pé, por mais perplexo que eu lhe pudesse parecer. Para quem o conhecesse, nem adiantava tentar mudar a sua intenção.
- Prepare aqui, no verso, uma apostila.
E a apostila foi feita, no tom que marcou, na Universidade, o seu espírito jocoso e de resistência a picuinhas, delgadezas e impertinências do trato universitário (como dizia). A apostila? Foi assim:
"APOSTILA - Neste diploma, onde se lê Arthur Versiani Velloso em tinta verde, leia-se em tinta preta."
Assinou largo, em verde e ironia. E o documento foi registrado. Não sei como, mas foi. O velho mestre, com certeza, ainda causava medo.
(*) Prof. José Muriel Cardoso, idealizador e criador da CONSAE – Consultoria em Assuntos Educacionais.
"a saga da assinatura do diploma
quando a gente recebe o diploma, ele vem com um campo pro diplomado assinar. e assim como tem a assinatura do diretor da faculdade e de sei lá mais quem, estampa-se o autógrafo do sujeito. eu assinei o meu sem maiores delongas, com uma BIC preta. simples assim. mas é claro que com namorido tinha que ser tudo diferente.
a assinatura: precisava de uma nova, que deveria ser "suave e simétrica". paramos na casa dos pais dele e fiquei mais de 1 hora vendo ele assinar folhas e folhas, tentando chegar no padrão de suavidade e simetria que tanto buscava.
a caneta: precisava ser preta e porosa. ele testou 11 canetas na casa da mãe e nenhuma delas serviu. como estávamos perto da USP, fomos até a FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) atrás da caneta perfeita. e ainda bem que ele achou.
a técnica: para assinar do jeito que ele queria, ficava repetindo "Oscar Niemeyer", como um mantra - e assinava. fez isso um milhão de vezes, e mais ainda depois da caneta comprada, momentos antes de assinar o diploma.
o desfecho: no fim das contas, o mantra funcionou. namorido assinou o diploma (recitando o mantra, claro) e ficou todo satisfeito com a assinatura suave e simétrica, igual a do Oscar Niemeyer.
Manoela Valentina" em http://depoisdas8.blogspot.com.br/2008/03/saga-da-assinatura-do-diploma.html
Se você tem alguma dúvida, entre em contato.
Saudações,
Profª. Abigail França Ribeiro
Diretora Geral CONSAE
abigail@consae.com.br
